Por Ralph J. Hofmann
Budistas, cristãos, judeus e outros se reuniram no domingo passado numa marcha pela paz no Parque Farroupilha em Porto Alegre. Devido à chuva e a organização de ultima hora a freqüência foi pouco expressiva.
Mas a quantidade de pessoas não é importante. O importante é que ocorreu esta marcha, e que os que a organizaram, pessoas realistas, sabem que toda a jornada inicia-se com uma só passada. Dentro de semanas, meses ou anos talvez uma passeata dessas reúna uma grande quantidade de pessoas. Mas deve começar em algum lugar.
O estopim desta marcha foi a morte, no domingo anterior, de um jovem participante de um grupo de desordeiros que haviam marcado um confronto com um grupo rival no parque. Alguns levaram armas de fogo. O resultado foi previsível. E poderia ter sido pior.
Para quem não é de Porto Alegre explico. O Parque Farroupilha, no centro da cidade, é uma grande área arborizada, um pulmão da cidade, lugar em que as pessoas levam seus animais de estimação, onde sentam na grama para tomar um mate, onde namoram, onde as crianças de apartamento tomam sol.
O parque já testemunhara nas semanas anteriores outros embates entre grupos. Nenhum desses grupos considera os seus concidadãos que freqüentam o local com suas crianças,
O incidente me levou a pensar num filme musical clássico. Amor Sublime Amor (West Side Story) de 1961 com música de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim. Para os que não lembram do filme basta evocar a canção “Maria”.
Neste filme parece haver mais sentido na situação adversária entre os dois grupos de adolescentes. Um grupo, o “Sharks” é de hispânicos, recém chegados às praias americanas. O outro, “Jets”, é descendente de imigrantes anteriores. Italianos, poloneses, irlandeses etc. Aqui em Porto Alegre um raio-X de um grupo dá uma composição idêntica ao de outro grupo. Então a violência é o que? O que leva um lado ou o outro? Uma coroa de lata? A possibilidade de freqüentar o parque e incomodar os outros?
Mas o que cabe recordar ao evocar este filme é o choque que se abate sobre os dois grupos quando tomam consciência de que algo irreversível acaba de acontecer. Alguém foi morto. E alguém vai ser responsabilizado pela justiça. Uma jovem perdeu o amor de sua vida. Um jovem não vai ter oportunidade de amadurecer.
A morte violenta, em romance e filme, e também na vida, há cinqüenta anos atrás chocava. O indivíduo atravessava alguma situação na tela e de repente matava alguém. O espectador sabia que a justiça aplicaria uma pena rigorosa. Quantos filmes assistimos em que o resultado de atos impensados era a condenação à morte. Ou então pena de prisão perpétua quando prisão perpétua era exatamente isto. Perpétua.
A morte por assassinato tinha a capacidade de nos consternar, de nos deixar impressionados. Mas vieram os anos 60 e os anos 70. Houve o caso Caryl Chessman, um frio e inteligente assassino que conseguiu escrever alguns livros e que suscitou o argumento de que um elemento tão inteligente merecia outra chance. Chessman foi executado, mas fez parte de uma serie de eventos em que a pena de morte começou a significar perpétua, a perpétua começou a significar alguns anos e alguns anos vieram a significar poucos anos.
O povo sujeito a viver entre assassinos e estupradores deveria ficar feliz. Afinal, está participando da grande experiência da humanização da justiça.
Ou não? Será que o povo em geral, entre a chance de participar de um programa de “justiça” destes e participar de um pelotão de fuzilamento não escolheria a segunda opção?
Vejam isto. A violência consentida gera uma aceitação da violência no seio dos que normalmente alegam ser contra a pena de morte.
O primeiro passo é recuperar a capacidade de ficar estarrecidos quando ocorre um assassinato. O assassinato tornou-se tão corriqueiro, o recurso pelos bandidos aos tiros ante qualquer hesitação das pessoas assaltadas que ao abrirmos o nosso jornal de cada dia sabemos que terá havido algum assassinato por motivo fútil. A única dúvida é quantas ocorrências existem naquele dia.
Nem vou sugerir aqui o que devera ser feito com o código penal atual. Seria impolido de minha parte para com as pessoas de fina sensibilidade. Vocês sabem onde um mandaria colocá-lo. Naquele lugar onde o sol não bate.






















Quem destruiu Porto Alegre foram os petralhas, vivi quarenta anos, há dez estou fora daquele infermo que tornou-se a cidade depois que os petralhas assaltaram a administração e impuseram suas mazelas e movimentos clandestinos de organização criminosa denominado de ORÇAMENTO PARTICIPATIVO. Esta organização criminosa, faziam reuniões em bairros pobres, incitando o povo humilde ao crimes, ou seja, incitando que teriam direitos sobre as riquezas das classes economicamente mais altas. Então deu o que deu…. famílias desestruturas, filhos criados à sombra da dinastia petralha, quase guerra civil, assaltos e mortes passaram a ser coisas banais.
Vivo feliz em outra cidade brasileira donde os petralhas não consigiram tomar o poder, ainda mais neste momento político onde esta cavando um buraco enorme onde poderemos enterrá-los para o sempre, e que assim seja, amém….
Confio em Deus. O povo já sofreu o suficiente para ter aprendido lições, destas lições podemos reescrever a história política do Brasil. Fora petralhas, fora cenebebistas idiotas.
João
Não tenha tanta confiança. Os gaúchos vão eleger aquela figura sinistra do Farso, conforme indicam as pesquisas. Não é necessário comentar. A cegueira impera. Nos pampas, o minuano endurece e atrapalha o funcionamento das sinapses. O glorioso partido™ é como erva daninha. Vc mata o que aparece no solo mâs, as sementes sempre brotam de novo. Seria preciso lá um Átila, Rei dos Hunos, de quem se dizia que ‘a erva não torna a crescer…
Como diria meu cumpadre Virso, que aliás tomou chá de sumiço, é ƒø∂…
Magoo
O Tarso não deve se eleger aqui. A rejeiçã a ele é grande. A Yeada está crescendo e o Fogaça ainda não se definiu.
Nas esquerdas não comprometidas com o PT a figura do Fogaça é forte. A rejeição ao Tarso em Porto Alegre é grande.
Ralph, torço para que esteja certo mas estou com o Magu. Nem tanto pelas pesquisas, ainda prematuras, mas porque minha confiança no eleitor brasuca é próxima do zero.
Essa tal de Dilma é um fake ! Um soldado alimentado e criado pela política nove-dedos ! Foora PeTralhas ! Acabou a roubalhêra !