Diz o provérbio popular que no ambiente corporativo ninguém é insubstituível. A premissa nos remete à axiologia robótica, de peças descartáveis que são repostas ao primeiro sinal de problema.
O labor é praticado por seres humanos, e como tal, o que nos difere das demais espécies é a capacidade de individualizarmos em nosso âmago.
Essa condição permitiu a evolução e sobrevivência da espécie sapiens, diante da socialização, do desenvolvimento do sentimento coletivo, partimos ao auxilio mútuo. Aptidões se encontram para construir o ideal.
É com esse fundamento que defendo que todos são insubstituíveis. Podemos encontrar alguém parecido, semelhante, um paradigma, mas cada um terá nuances que identificaram o resultado do trabalho.
Se o funcionário é relapso, grosseiro e incapaz de realizar a atividade que é pago, jamais queremos que alguém venha e o substitua nessas características. Queremos melhor.
De outra ponta, sendo gentil e amável, atencioso e eficiente, também não será, já que características únicas estarão preservadas na memória dos que ali conviveram.
Então qual o motivo do provérbio?
Na verdade, acredito que se trata de uma desculpa esfarrapada, voltada apenas a satisfazer o ego e pacificar a alma de quem errou na decisão. Dispensar o profissional e renegá-lo ao status de substituível é no mínimo egoístico e não revela nenhuma aptidão à liderança.
Como seres humanos, sempre procuramos o melhor, e a relação empresarial deve ser vista como uma passagem necessária para o amadurecimento espiritual.
Deixamos uma carga de trabalho e em troca ganhamos uma de conhecimento. É um escambo que não se conta na contabilidade e nas finanças, que corresponde, no final, a todo o esforço.
É por isso que passamos. E por isso que somos insubstituíveis.
Minha amiga Ordalina, seja para onde for, seja para onde os ventos te levarem, tenha certeza que sua atuação junto à Sala dos Advogados, no Fórum da Capital, foi exemplar e que deixa legado. Seu apoio incondicional aos necessitados, aos esbaforidos e atropelados, aos que precisavam “subir” uma petição no Projudi, foram o espeque necessário para o sucesso de muitas causas.
Não tenho uma medalha para lhe dar. Mas sei que não precisa, já que em seu peito ostenta o orgulho de dizer: Vim e venci.
Receba deste causídico esta singela homenagem. E conte comigo, já que na hora do meu aperto, suas mãos estavam lá.
Tchau, sucesso, sempre insubstituível Ordalina.
Fabiano Rabaneda é Advogado.






















Concordo plenamente. Todos são insubstituíveis.