(Adriana Vandoni) Desde o começo que publiquei aqui todo o conflito no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas vamos relembrar:
Em 2007 o Ministério Público Estadual encaminhou à
Corregedoria do TJ MT, a denúncia do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção, de irregularidades supostamente cometidas por magistrados, com desvio de dinheiro público para instituição privada, favorecimento desigual de magistrados e recebimentos ilegais. O corregedor na época em que o TJ era presidido pelo desembargador Paulo Lessa, desembargador Orlando Perri (foto), cumprindo sua obrigação regimental, abriu um procedimento administrativo. Como com o desenrolar dos fatos, houve a necessidade de expandir a investigação, foi instaurado um procedimento investigatório criminal (nº 05/2007).
Além dos levantamentos feitos pela corregedoria, para evitar acusações de falta de isenção ou coisas do gênero, o TJ contratou então uma auditoria externa, que comprovou e citou outros desvios.
Quando o corregedor, Orlando Perri, encaminhou seu relatório com o relatório da auditoria junto, para o CNJ – Conselho Nacional de Justiça, e para o STJ – Superior Tribunal de Justiça, os acusados entraram com uma representação em ambos os órgão.
No STJ, alegando que o relatório continha provas falsas, que fora produzido por picuinhas pessoais ou inveja e outros. Diante disso, o relator do caso pediu então que a Polícia Federal produzisse novas provas, assim ele comprovaria a veracidade do relatório encaminhado por Perri.
No CNJ, os acusados alegaram que a contratação da auditoria externa foi irregular e pediram a anulação do relatório produzido pela empresa. Engraçado que eles questionaram a forma, não o conteúdo, mas tudo bem. O ministro Gilson Dipp enviou ao estado uma comissão para averiguar tudo, inclusive os trâmites para contratação da auditoria.
Resultado? A PF comprovou tudo. Não sei dizer se encontrou novos indícios. E no CNJ, o Conselheiro Relator José Adonis Callou de Araújo Sá, decidiu que a empresa foi sim contratada de forma regular e que vai sim considerar todo o relatório por ela produzido. (leia aqui a íntegra do voto do Relator)
Semanas atrás publicamos aqui em primeira mão, que o MPF deu parecer favorável à aposentadoria compulsória (penalidade máxima em procedimentos administrativos) dos dez magistrados, sendo sete juízes e três desembargadores, inclusive o ex-presidente José Ferreira Leite e o atual, Mariano Travassos, além de Tadeu Cury, que já ocupou o cargo de Corregedor.
Neste caso, diferente daquela ficção contada aqui por mim, numa crônica chamada “O emissário da escória”, o Corregedor Orlando Perri e o então presidente Paulo Lessa, não agiram como o amigo do Curió, ou seja, eles não engavetaram uma denúncia.
Se todos fizessem isso, talvez Mato Grosso não estaria passando por este vexame de ver seu órgão máximo da Justiça, envolto em tantas sujeiras, desvios e acusações. São muitas suspeitas para um órgão que deveria estar acima de qualquer suspeita.
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PS: Para finalizar, ou tumultuar todo o processo, estou pensando cá com meus botões…eu estudei tanto este caso e outros processos, que estou pensando em requerer uma carteirinha de advogada, já que de jornalista eu não preciso mais, o STF aboliu. Será que o “seu” OAB me dá uma carteirinha? Ou eu vou direto no Gil … mar Mendes? O que vcs acham?






















Oque sei é que aposentar esses Mal-gistrados é como dar um chute na cara das pessoas honestas desse estado. Se metade das denuncias forem verdadeiras e devidamente comprovadas , tudo isso é nojento e prova que nosso país está indo para o ralo. Pior ainda se essas individuos forem aposentados vai abrir vaga para mais outros dez , que poderão fazer pior , já que sabem que a maior punição é a aposentadoria.
Triste tudo isso , principalmente vindo de pessoas que julgam os outros e as vezes tomam decisoes que vão influir no resto da vida de tantas pessoas.
Decepcionado com MT e com este país.
Roberto Ruas
Roberto eu compartilho contigo a revolta contra esse sistema absurdo de aponsentadoria de luxo. Por outro lado, a sociedade terá menos prejuízo pagando o salário desses senhores para que fiquem em casa e não vão trabalhar.
A conta é simples: eu pago 30 mil reais por mês para cada um deles em casa ou pago milhões indiretamente por suas decisões pouco convencionais? Infelizmente, dos males o menor.
Roberto
Devagar com o andor. Aposentadoria é uma ‘punição’ administrativa.
Se o processo criminal (o outro ) chegar ao fim, aí a porca pode torcer o rabo, com a perda da aposentadoria e outros quejandos. Só precisa ver se chega até lá…
Pela primeira vez observamos a justiça aparentemente cobrando sua essência. É público e notório aqui na terrinha os descalabros cometidos por esse pessoal, que se sentem acima do bem e do mal.
Uma pena que até a maconaria tenha sido envolvida de forma tão sórdida, com seus membros de forma tão raivosa defendendo as maracutaias, visto que a mesma encontra-se composta por uma estirpe daninha aos preceitos e virtudes que juram combater e exemplar.
As intituições estão apodrecidas e os exemplos são os piores possíveis. A meritocracia foi substituida pela malandragem e pelos conchavos, em que o distinto Tribunal e a maconaria se aprofundaram, chafurdando suas imagens em um poço dantesco que nem Virgilio ousaria atravessar.
Exemplos de moralidade são dados por poucos, em geral virando noticiosos por atitudes simples como fazer o certo.
A maconaria com suas maças podres fez adoecer até o barril que as encerra, tornando suspeita uma entidade que se antes era considerada uma casa de virtudes, hoje é vista como o depositário do esterquilinio da moral adoecida da sociedade.
Parabens, falou tudo que devia