(Publicado originalmente no jornal Bahia Norte)
Que desculpe o confrade José Simão, mas a Bahia merece a chupada.
Em 25 de outubro, no espaço democrático da internet, o sítio “Política & Cia. Iltda.” antecipou os planos do secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente da Prefeitura de Salvador, Antônio Abreu para a capital da Boa Terra.
Agora, 90 dias depois, o prefeito de Salvador João Henrique apresenta os projetos de Antônio Abreu, aos soteropolitanos, através de coletiva a imprensa.
Entre os projetos apresentados, está à criação de novas avenidas, melhoria no serviço de transporte coletivo e trânsito, revitalização da orla, do Comércio e da Cidade Baixa, além da ampliação da estrutura turística da cidade.
Tudo soaria dentro dos conformes não fosse à linha do metrô de 6,5 km, que está em obras há dez anos e o impasse judicial da Orla Norte, onde barracas de praia e o Aero Plaza envergonham os habitantes de Salvador.
Ora bolas!
Se a prefeitura não consegue resolver esses impasses como pode querer que a população acredite neste conto de fadas.
Mas, para haver paridade na crítica, que tal lembrar à possibilidade de construção da Ponte Salvador-Itaparica, a saída para resolver o problema da travessia marítima por ferry-boat, um serviço saturado e sem solução.
A construção da ponte, apesar do esperneio do veranista mais famoso da ilha de Itaparica, soaria nos conformes não fosse à inconclusa duplicação da Estrada do Coco em seu trecho concedido ao Consórcio Litoral Norte, originalmente propriedade da OAS/Odebrecht, hoje em poder do Fundo Previ, dos funcionários do Banco do Brasil.
Uma transação feita em surdina, na qual a OAS e a Odebrecht devem ter enchido as burras de dólares.
Ora, se a prefeitura de Salvador e o governo da Bahia não conseguem resolver os problemas citados acima como podem querer embarcar em novas obras.
Esses dois exemplos são a demonstração inconteste de que a Bahia é o estado da piada pronta e os seus habitantes uns otários que se contentam com circo do axé financiado pelo poder público.
A duplicação da Estrada do Coco, em particular, é um caso escabroso de falta de transparência.
Concedida à CLN em 2000, no governo de César Borges, com o compromisso de estar totalmente duplicada até a Praia do Forte em 2005.
As obras de duplicação estão paralisadas há muito tempo com duas pontes concluídas e abandonadas um pouco antes de Itacimirim.
O mais estranho é a dificuldade em se obter informações sobre as razões da paralisação da obra de duplicação.
A CLN, que em seu site não informa nem quem são os seus atuais proprietários, não informa nada sobre a obra e muito menos o Governo da Bahia.
Portanto, antes de se falar em novas obras na Bahia, será que dava para terminar a duplicação da pedagiada Estrada do Coco?
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