(Giulio Sanmartini) O professor Francisco de Oliveira (76) faz uma análise isenta sobre dos 30 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores. Já no título “PT – Suplício de uma saudade”, o autor dá uma idéia do que virá.
Tudo aconteceu no Colégio Sion em São Paulo, no dia 10 de fevereiro de 1980. O professor Oliveira depois de fazer um breve apanhado da ideologia inicial do partido diz: “Prestou uma excelente contribuição à democratização nacional, e continuará sendo um dos dois principais partidos políticos no Brasil. Mas não ampliou a democratização nem a republicanização do Estado. (…) De partido ideológico, transitou rapidamente para ‘partido-ônibus’ e deste para ‘partido paraestatal’. O partido paraestatal se define como uma organização ambígua, que realiza tarefas que o Estado lhe delega.”
As previsões que traça para o futuro do PT são sombrias: “O pós-Lula não conhecerá grandes mudanças no rol dos partidos. O PT é o que mais sofrerá com uma magra dieta não governamental, se sua até agora pretensa candidata não se eleger: tensões internas ou a luta pelo espólio pós-Lula podem aproximá-lo do peronismo sem Perón. Se Dilma se eleger, a luta interna pelo controle de um governo sem personalidade e força partidária própria será também muito feroz. A luta será para saber quem ocupa os cargos-chave, já que o próprio Lula tem a vocação de eminência parda, mas dirigirá Dilma de muito perto.”
O professor finaliza de forma brilhante, todavia contundente: “Mas a política real passará longe dos partidos, como já acontece, e o Banco Central e as outras instituições serão os verdadeiros eixos da política.
Por último, convém frisar que o PT não tem nenhuma contribuição para a ampliação tanto da participação popular nas decisões mais importantes, como não melhorou a musculatura institucional do Estado.
Desde Vargas, o último grande reformador do Estado, ele segue o mesmo. FHC tentou introduzir um semiliberalismo via agências reguladoras, mas não foi muito longe; Lula, nem tentar tentou. E La Nave Va”.
Lula foi um incidente da democracia, ele foi escolhido para o cargo por eleição livre e honesta, portanto quem lhe é contra é obrigado pela democracia a aceitá-lo. O apavorante é a idéia do que estará deixando ao seu sucessor, seja ele quem for. Não sabemos quantas gerações serão necessárias para sanear o país, que foi atingido pela praga petista.
(*) Foto: Colégio Sion. 10 de fevereiro de 1980. Fundação do PT. A Lélia Abramo (à esq.). O historiador Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jacob Bittar.
Leia também:
- Por quem a história será contada? De quem é a verdade? Do assassino ou do assassinado?
- Texto de Fábio Pannunzio: “Quem são os culpados pelas mortes de Angra”
- Falta de que fazer: A fim de comemorar o divórcio? Escolha o bolo.
- Quem são os poucos ganhando muito?
- Se pode carregar dinheiro, pode tudo






















Só para lembrar:
O PT foi uma invenção dos intelectuais: Escritores, artistas plásticos, professores, que desejavam um partido, oposição autêntica, que fizesse frente à conservadora ditadura militar.
Despretensiosos e sem ambições políticas próprias, para dar legitimidade, os intelectuais escolheram o líder sindicalista semi-analfabeto que se tornara famoso “brigando” (ou fingindo brigar) com grandes empresários da próspera indústria automobilística. O barbudo era a cara do povo e tudo que o partido precisava para decolar. Lula defendia sempre, em primeiro lugar, seus próprios interesses. Em segundo, fingia defender os interesses dos metalúrgicos. E o povo? O povo que se danasse!
Lula nunca foi político, foi metalúrgico fisiológico, como quase todos os sindicalistas são. Mesmo assim o presidente recebe uma aposentadoria imoral de ANISTIADO POLÍTICO DA DITADURA. R$5.000,00 por mês!
Todos pensavam que o PT se aproveitava de Lula. Ledo engano! Lula a vida inteira viveu às expensas, primeiro do sindicado, depois do PT. E mais: sempre fez gato-sapato do partido. Sempre o usou. Usou e abusou!
Hoje Lula, mais do que nunca, faz do PT gato-sapato. O partido já não tem várias correntes ideológicas, como no passado. Hoje há apenas uma única corrente, fisiológica, evidentemente, e seus adeptos são agentes inescrupulosos atrás do poder e do dinheiro fácil. Aceitam toda e qualquer imposição feita pelo presidente, até uma candidata à sua…
Pra finalizar: a eleição de Lula pode ter sido livre e honesta, mas foi eleito com um discurso e pratica o oposto. Por isto é um presidente Ilegítimo! Enganou e continua a enganar o povo humilde e miserável, dando-lhe os espelhinhos que tanto condenou no passado.