ASSUNTO REGIONAL – se você não acompanha a política de MT, desista, não vai entender este emaranhado rsss.
(Adriana Vandoni) Na última semana foi intensa a movimentação política em Mato Grosso, em especial no PSDB que avançou na busca de alianças, além dos já certos PTB e DEM. O partido se desentendeu, entendeu novamente, procurou nomes que possam completar uma chapa majoritária. De todas as movimentações, a mais impactante, para mim esperado (leia aqui), foi a reunião entre a presidente tucana, deputada Telma de Oliveira, e o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que declarou apoio total ao candidato tucano, Wilson Santos. O “surpreendente” nesse caso foi passar por cima da regional do partido, que até o momento encabeçava uma aliança com o PSB, PDT e mais alguns partidos menores, e que propunha o lançamento de Mauro Mendes (PSB – foto) ao governo. Em setembro do ano passado eu já tinha escrito sobre essa possibilidade, e fui questionada por membros do PPS local.
Percival Muniz, presidente regional do PPS, ainda em férias em Londres, não participou dessa reunião com Roberto Freire, e a sua reação é imprevisível.
Mauro Mendes também não estava em Mato Grosso durante todas essas movimentações. Estava de férias nos Estados Unidos.
A política se desenrola muito pelos sinais sentidos por cada um dos agentes. As movimentações que os líderes realizam transmitem esses sinais aos liderados, e nos momentos em que os acordos políticos se desenvolvem, com a sensibilidade de todos mais aguçada, qualquer movimento é supervalorizado. Escrevi isso no texto, leia aqui.
Por isso considero estranho, alguns sinais emitidos, que não estão batendo com as falas.
O p&p conversou ontem a noite com Mauro Mendes (PSB), que se disse confiante e tranqüilo. Disse que não é ansioso e que as definições serão tomadas em junho. Mauro acredita que no estado possui um leque de opções, e citou o PT, que hoje integra a chapa do PR (de Maggi) e do PMDB (de Silval Barbosa), e não descartou a possibilidade de uma aliança com o PR, de onde acabou de sair.
Sobre a aliança que vinha sendo formada entre o PSB, PPS, PDT e outros partidos menores, Mauro disse que está mantida até que, na semana que vem, ele possa se reunir com os presidentes dos partidos.
E ai começam os sinais truncados. O PPS, como disse no começo do texto, nacionalmente declarou apoio ao PSDB. Essa decisão da nacional será de difícil reversão. Roberto Freire, mais do que apoio ao PSDB, faz parte dos planos de Serra. E mais, a tão propalada amizade entre Percival e Freire esbarra na possibilidade de que Percival possa ser visto ainda como um aliado de Maggi. A imagem deste no meio político nacional não é muito boa. Sua amizade com Lula foi construída numa traição ao próprio partido, e que culminou com a saída de Maggi do PPS. Se não fizesse isso, seria expulso.
No PDT, outro que participa da aliança, o presidente estadual do partido, Otaviano Piveta, ao mesmo tempo que declara estar em pé o apoio do seu partido à candidatura de Mauro, se deixa fotografar (veja ao lado) numa caravana pelo interior do estado, organizada por Luiz Pagot (PR), claramente realizada para alavancar a candidatura de Silval Barbosa (PMDB). São sinais que confundem os outros membros da aliança, enfraquecendo todo o grupo. Não é a toa que alguns integrantes do próprio PDT estão se articulando para apoiar o PSDB.
Outro sinal equivocado vem do próprio Mendes, que durante a conversa com o p&p disse que ainda não definiu sua candidatura, que está conversando com as pessoas e que tem sido muito bem recebido por onde anda. Ao mesmo tempo, Mendes se diz confiante na manutenção da aliança do Mato Grosso Mais (PSB, PPS, PDT e outros), e que deu importância zero aos últimos noticiários: “se eu fosse me desestabilizar com notícias, com conversas, não seria candidato ao governo, não seria um empresário”.
Perguntado sobre os adversários, Mendes falou que Silval Barbosa não está bem e que Wilson Santos está desgastado e mal avaliado, por isso ele acredita em sua vitória.
Sem dúvida Mauro Mendes tem chance de ser governador, e seu provável sucesso se daria exatamente pelo desgaste do candidato Wilson Santos e pelo pouco ou quase nada empolgante Silval Barbosa. Mas para isso, Mauro tem que acertar o rumo.
Existe uma estratégia equivocada do empresário, e acho até que, tentando corrigir erro recente de ter se esquecido de valorizar o deputado e presidente do seu próprio partido, Valtenir Pereira, e até como forma de sobrevivência, está acompanhando o deputado em suas caminhadas pelo interior. Bem, MM acabou de chegar de sua longuíssima (por ser neste momento político) viagem, e deve valorizar agora conversas com lideranças políticas do estado, não em conversas apenas com lideranças municipais. Para um político que se pretende candidato a governador, isso se daria em uma outra etapa.
Ele deve saber diferenciar bem uma campanha a deputado, e outra ao governo. Quer sair pelo estado? Quer ser mais conhecido no interior? Ok, viaje então, mas deixe uma pessoa de sua inteira confiança como articulador, uma pessoa que seja reconhecida assim pelos outros membros, e que Mauro não perca o contato durante as negociações. Se não fizer isso, vai ficar como dona baratinha.






















Ré
Só agora eu vi as letrinhas pequenas.
Santa periquita!
Parece aquelas lojas que botam no contrato as coisas para enganar vc.
Vou aceitar seu conselho e não dou mais nenhum palpite quando o assunto
for política regional, ehehehehe
Palpite pode dar, aliás, são necessários, só coloquei o alerta pq a confusão é grande hahahahaha