(Giulio Sanmartini) “Lula, filho do Brasil, é a história de um garoto pobre que subiu na vida, cujas virtudes foram capturadas em close-up, mas cujos defeitos ficaram na mesa de edição”, disse esta semana o periódico britânico The Economist. “Ele (Lula) é bom demais para ser verdade: estudante perfeito, marido perfeito e um político moderado que repudia a violência”.
Ainda é citado o objetivo eleitoreiro do filme, “beneficiar-se de um pouco do carisma de Lula é a maior esperança para Dilma chegar à presidência em outubro”.
Enfim se vê uma propaganda enganosa onde Lula é o bom menino que “não faz pipi na cama” e nada se diz dele presidente, que “caga na retranca”.
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Estudante perfeito?
Santa periquita que o gerou…
Ué, não sabia que os botecos de São Bernardo do Campo, graduava em alguma coisa?
Ref. “O bom menino”.
Numa entrevista em 2006 o FHC falou: “O atraso é que comanda o PT. E o atraso não é a direita, é ficar próximo ao Estado para tirar proveito”.
Realmente quando Lula falou “não sei de nada” – JDirceu tocando o mensalão – demonstrou um desdém everéstico ao Estado. Nunca alguém iria imaginar (nem ficção) tal ignorância sustentada de parte do presidente se referindo à sua administração. O Lula desde o mensalão demonstra um ar de pouco-caso, sem nunca acreditar que o cobrarão de suas impertinências de condução e expressão.
Atenção agora Giulio pruma boazinha.
Considero que os profissionais do filme que relata a vida de Lula compuseram o filme “perfeito” pelo ponto de vista do Lula. O filme foi feito após muita conversa; os profissionais captaram em conversas com Lula como o filme deveria agradar ao Lula. O que valeu foi a aprovação do Lula.
Percebeu Giulio? O Lula vê a sua vida passada como vista no filme – ritmo, contextos, situações, ações. A premissa primeira (argumento) de orientar enredo e roteiro foi: “Lula tem que acreditar, não ter dúvidas, estar convencido”.
Certamente que o filme deve ter sido retificado várias vezes segundo “ponderações” do Lula.
Realmente o filme é o Lula – figurativamente leva o DNA do Lula.
Existe um livro “Dicionário Lula” e não “Dicionário do Lula”.
Está sendo exibido o “Filme Lula” e não “Filme sobre o Lula”.
(continua)
(continuação)
Sobre dois “garotos pobres que subiram na vida”
1. Tim Maia (1942-1998): “… décimo oitavo dos dezenove filhos do casal dono duma pensão… moleque ajudava os pais entregando marmita… assim conheceu Erasmo Carlos… foi músico autodidata e ensinou para o amigo EC os três acordes básicos do violão (“ré, lá, mi”)… aos 17 anos viajou para NYork onde aprendeu fumk e soul…”
2. Epitácio Pessoa (1865-1942): “… pais morreram de varíola quando tinha sete anos de idade; foi educado pelo tio governador/PE; teve infância muito pobre e com muito esforço conseguiu se formar advogado. Foi deputado (1891-1893), ministro da Justiça (1898-1901), juiz do Supremo Tribunal (1902-1912), presidente da República (1919-1922).
Reparar que assim como esses dois há uma carrada de brasileiros – pobres que mandaram ver – ao longo dos tempos desde 1500. Caso o Lula tivesse estudado, ele aprenderia a apreciar a ler e, teria adquirido conhecimentos sobre os humanos de todas classes sociais, submetidos às mais varaiadas dificuldades de vida, com quase impossíveis destinos de vida, em todas as épocas culturais.
O Lula de tantas caravanas a transitar em milhares de quilometros pelo território e, de tantos avoamentos no aerolula, não conseguiu o conhecimento cabal obtido em leituras biográficas que explicam por situações paradigmáticas.
Quero dizer que Lula é o celulóide no rolo do filme.
Esse filme sobre o manda-chuva é, ao que me parece, o único filme nacional em que tudo é praticamente mentira. E tem gente que acredita! Santa “inguinorância”!!!!!
Pro OSabka disse: “… tem gente que acredita…”
Não de não! Ninguém acredita exceto o Lula. Ninguém na equipe de produção acredita; entre os das platéias ninguém acredita. Os de mídia não acreditam.
Somente o Lula acredita; o filme foi feito ao gosto e à vontade e à percepção do Lula ou seja seguiu à risca a intuição do Lula.
O filme pode ser interpretado de “verdadeiro” no sentido de que o Lula se revela de coração e alma e corpo e mente já que tudo foi decidido por ele de como seria o filme sobre seu passado.,
O Lula aparece simplório, tosco, tacanho, incipiente, mané, da perifa, tolo, piegas, besta quadrada:verdadeiro! Reparar que o Lula “abriu a guarda”, não usa de malícia, deixou de lado seu jeito petê, agiu com sinceridade ao alcance de sua razão.