(Informações do G1) Zilda Arns Neumann morreu no terremoto ocorrido ontem no Haiti. A informação foi divulgada nesta manhã, pelo gabinete do senador Flávio José Arns, sobrinho de Zilda, em Curitiba.
Ele irá acompanhar a missão brasileira que seguirá nesta manhã para o Haiti. “Ela faleceu mesmo. Ela estava junto com um tenente e os dois foram atingidos e morreram”, disse Flávio Arns ao G1.
Zilda Arns Neumann tinha 73 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Lamento muito a perda de dona Zilda Arns.
Como escreveu alguém no Twitter: sempre quis entender o critério dos céus.






















Lamentável perda da nossa conterrânea – dona Zilda era nascida em Forquilhinha/SC). Meus sentimentos aos familiares, aos amigos.
Prestemos nossas homenagens também ao primeiro-tenente Bruno Ribeiro Mario, um brasileiro desconhecido do público, que estava com ela, prestando serviços sob uniforme da ONU, e aos outros 3 brasileiros que morreram, Davi Ramos de Lima, Antonio José Anacleto e Tiago Anaya. Às famílias, nossos sentimentos…
Penso que o Brasil perdeu uma das mais ilustres e, esta sim, trabalhadora pela causa social. Não se deixou levar pelo canto das sereis esquerdistas, pois jamais deixou que seu trabalho tivesse conotação política. E, diferentemente dos discurseiros esquerdistas, ela efetivamente trabalhava levando e formando grupos de mulheres dando atenção para gestantes e crianças carentes em todos os cantos do Brasil. A esquerda aprenderia muito com ela no que concerne à execução e não politicagem e discurso vazio.
“sempre quis entender o critério dos céus”
É simples: os céus e os infernos não tem critérios algum. Estamos sós neste mundo jogados às traças. Deus e o diabo não interfe no destino dos seres humanos; só temos escolhas que podemos fazer, ser bom ou ser mal; aí no além receberemos nossa recompensa ou punição! Não vou mais à igreja alguma e nem mais louvo a Deus, pois ele não interfere em nossos destinos, mas procuro ser bom e justo para com meu semelhante. É o que acho…
Deus existe, mas ele não faz nada por nós, absolutamente nada. Estamos sós, a mercê da vontade dos homens…
Botelho, gostei do seu comentário. Só discordo na sua crença em Deus. Eu não me permito acreditar num ser tão injusto e sádico.
Pô Adri… “entender os critérios dos céus”… oh céus! tá danadinha de esquisitia, Adri!
Pelamord’Deus! Veja lá, meu! Modera-te, pô!
Volto neste espaço para falar que realmente senti a perda da Sra.Zilda Arns. Poucas pessoas que se foram conseguiram sensibilizar-me como está me acontecendo com esta senhora. Lembro-me da morte de Sobral Pinto que deixou uma frase fantástica sobre o que pensava sobre a aposentadoria das pessoas.
“Somente diante da morte temos o direito de nos aposentar”. Assino e dou fé. Desde que possuidor do controle motor, mental e emocional, um homem não se aposenta jamais. Pois foi o que ele fez. Somente a morte o retirou do trabalho. Tancredo Neves era uma esperança, mas creio que a mídia criou um clima de emoção em todo o país. Não foi um caso espontâneo. Airton Senna pela alegria que trazia aos brasileiros nos domingos, mas não tinha o peso dos dois citados como exemplo pessoal de filosofia de vida e utilidade pública. Penso que muitos outros brasileiros com essas características nos deixaram. Mas para uma população que temos é muito pouco.
Que D’us a receba e a acolha com todo o merecimento.
Uma mulher íntegra que mesmo transitando em meio a pessoas que abomino (petralhas, seus ancestrais e derivados), mantinha autoridade moral e independência crítica.
Impressionava-me ver que para manter “suas” crianças, ao mesmo tempo em que conseguia estar junto a um Stédile da vida, no mesmo dia era muito bem recebida por empresários rurais que aquele atacava, pois todos a percebiam sobre a acima deles todos.
Como toda personalidade do seu porte, era também mal interpretada por outros — muito poucos. No entanto, agora ela se foi e mais do que nunca, merece ser homenageada.
Nossos sentimentos à sua família, amigos e (como eu) admiradores.
Ela não morreu sozinha, mas era a maior personalidade dentre os desaparecidos que, mesmo “anônimos”, também tinham sua importância e merecem os mesmos respeitos e homenagens pelos respectivos feitos.
Calvin, todos nascemos com um “sistema operacional” que, entre outras, inclui uma função que nos faz indagar sobre os designios dos céus aos quais se referiu a Adriana. Não há cultura ou indivíduo, por primitivo que seja, que não dê sinais dessa perquirição íntima que, advirta-se, prescinde de qualquer conotação de prática religiosa. O que sou, de onde vim, para onde vou, que papel represento no mundo da percepção sensorial são perguntas recorrentes que nascem conosco.
Veja esta Jayme. Do “O Poder do Mito”, J. Campbell, p.94: “… uma definição de Deus que tem sido repetida por muitos filósofs. Deus é uma esfera intelegível – uma esfera acessível à mente, não aos sentidos – cujo centro está em toda a parte e a circunferência em parte nenhuma. O centro se localiza onde se encontra cada indivíduo enquanto vivo; cada um de nós humanos é uma manifstação desse mistério… é uma maneira mitológica da individualidade… cada indivíduo é a montanha do centro… ”
Mas e se pretende elucidar o mistério?
Claro que sim daí que se deve associar mistério ao vocábulo “acaso”.
Mas por que “acaso”?
Ocorre que do nascer ao falecer o indivíduo está sujeito sem parar a duas sistematizações:
- “respirar ininterruptamente”;
- “acaso continuado”.
Mas por que continuado?
Ocorre que caso o indivíduo num momento se estranhar é que houve acidente “por acaso” enquanto que sem se estranhar então não houve acidente “por acaso”. O “acaso” sempre está presente com ou sem estranheza.
Mas o ocaso é mistério?
Não! Deus é o mistério mas a maior justificativa que o indivíduo se permite é a respeito da própria vida (conscientemente vivida); não vai elucidar mas chega pertinho, raspando… no seu íntimo.
Mas o que é justificar?
É classificar os acasos, dar ordenação (por critérios) aos acasos – com ou sem acidentes. Os critérios são de livre escolha e formatação.
Tem tanta “gente boa” aqui no Brasil e no exterior, que deveria evaporar deste mundo. Exemplo: Nossos políticos, assombrando o povo: Fidel Castro, destruido- dores de país: Hugo Chaves, Evo Morales e cia. E por aí vai…..E a morte vem levar
quem é útil ao seus semelhantes!!! Esses úteis inclui todos militares e cívis que
morreram nessa tragédia do Haiti…
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Ainda comentei sobre a Zilda essa semana com minha esposa. Acabo de saber e fiquei boqueaberto.
Bem lembrado Magu.
Os militares merecem nosso respeito, estavam em missão humanitária.
Quanto à Dona Zilda, e segundo suas crenças, deve estar no lugar que merecer.
Mâs, diante da grande incógnita, neste mundo de muitos deuses e poucas crenças, por enquanto prefiro ficar mais um pouco neste vale de lágrimas sacolejando meu esqueleto e o mjolnir.
Que Odin espere um pouco antes de me levar para o Valhalla
O Brasil perdeu trágicamente sua verdadeira filha, um dos melhores e maiores exemplos da raça humana, cuja lacuna dificilmente sera suprida. Sentimos muito e levamos nosso abraço fraterno aos familiares.
Valeu a tentativa Calvin mas eu falei de outra coisa. Falei da indagação presente em todos nós, inclusive no Campbell que nos faz buscar o Criador da criação de que fazemo0s parte.
Tudo bem com “buscar o Criador” – cada cabeça uma sentença – mas quanto ao “entender critérios” só se comprovar haver algo no lado de lá, “naquele” mundo contrário deste dos vivos.
Até eu que escrevo um blog sb automobilismo ao receber a noticia fiquei pasmo e não pude deixar de comentar. Concordo com vc Madeira, não se deixou levar. Vai fazer falta.
Blz, Calvin, já melhorou. Só falta agora mostrar coerência. Se vc reconhece que a cada cabeça corresponde uma sentença, como pode manifestar estranheza e até protestar por moderação por alguém querer entender os critérios do Criador? Pense nisso, sem pressa e sem citações. Meu interesse é a sua produção intelectual própria. Nada de terceirizar pensamentos.
Veja esta Jayme. “Cada cabeça com o que é seu” permite toda a subjetividade que der na telha do indivíduo mas com “critérios” se entra no âmbito da objetividade e aí “kapput” pra metafísica.
Cito o Campbell porque ele deixou tudo bem alinhavado: o recurso aos sábios que estudaram é uma boa pedida, não tem como cada um começar do zero. E ficar meramente na opinião pessoal (sem estudos) não vai pros finalmentes, viaja na maionese.
Demorei pra discordar do Calvin.
Todo conhecimento humano se alicerça sobre os do passado, mas nem por isso vou deixar de expor meu pensamento e minhas opiniões; se o que eu afirmar aqui for o eco da essência de algum filósofo, paciência, pelo menos ousei me manifestar, o que é diferente de postulados raciocínios de qualquer escola.
Sou fã de Voltaire, mas não vou ficar esculhambando os padres os judeus e os ingleses o tempo todo.
Sé existe uma espécie de judas que gosto de malhar, os petralhas!
1. Marreta afirma que “o passado é bom mas meu pensameneto é mais que bom”.
Correto! Duvido que apareça alguém para contradizer isso. Vou até ampliar: “na verdade o que importa deveras é o dizer do presente já que é propositivo, assumido, feito para agir”.
O que é coisa jóia do passado e que ninguém quer contrariar é que as premissas para um raciocínio já foram vivenciadas, já pensadas, racionalizadas, universalizadas.
Por exemplo apanhar um texto em livro de JCampbell serve para dar base de discussão, de sustentar raciocínios; os fundamentos estão dados nos conhecimentos historiados e o Ensino nada mais é que trabalho duro de dotar os indivíduos com fundamentos humanos.
2. Marreta: “postulados raciocínios de qualquer escola”.
Pelo que estudei e aplico há grandes lances propostos por todos os Grandes Pensadores que aparecem nos relatos de História. Com “grande lances” quero dizer situações paradigmáticas – exemplo é cracão Nietzsche (há “n” craques).
O cracão mais recente ainda é KPopper com a sua modalidade de método científico.
Numa peleia ontem detonei com dizer “quero saber critérios dos céus” e, quase que sugeri versionar assim: “alguém aí sabe qual é o cel divino?”. Claro que ao me flagrar ser coisa no twitter perdeu a graça.
Eu coloquei “cada pessoa com suas sentenças” visando dar o sentido “a subjetividade é boa enquanto alojada na própria mente”.