Por Chico Bruno
Às vezes o comportamento dos coleguinhas é estranho. Na tragédia de Angra dos Reis o Cabral foi eleito o Cristo, pois levou 24 horas para chegar a Ilha Grande.
Já o Serra e o Lula passaram incólumes. Ninguém reclamou as ausências. No particular do paulista, ele levou quase 72 horas para ir à histórica cidade de São Luiz de Paraitinga, destruída pelas chuvas da passagem do ano.
Lula, não se fez presente nas tragédias da Região Sudeste, como não deu um pio para confortar as famílias das centenas de mortos.
Nosso Guia, como o chama Elio Gaspari, continuou mergulhando nas águas calmas da Praia de Inema e marquetando com uma caixa de isopor sobre a cabeça.
Um silêncio irreparável para quem “fala tanto e por qualquer coisa”, como escreveu Noblat em seu blog.
Aliás, Lula, ainda, não abriu a boca em 2010.
Já Yeda, que prontamente foi conferir a queda da ponte no Rio Jacuí, teve a visita ao palco da tragédia ignorada pela mídia. Ao contrário, alguns jornalistas, a taxaram de demagoga, afiançando o discurso de Cabral, que usou essa desculpa para justificar sua ausência a Ilha Grande imediatamente após o desastre.
Tudo isso vem à mente quando se lê as duas broncas do jornalista pernambucano Ricardo Carvalho, na seção pertinente do sítio do Cláudio Humberto. Uma intitulada “O grande palhaço”:
“Lula é um grande filho da … (isso mesmo). Na Inglaterra, o primeiro ministro visita as vítimas de uma enchente. Aqui, o presidente continua de férias, enquanto o fluminense chora suas vítimas, em Angra dos Reis e Ilha Grande. E depois dizem que Lula é o filho do Brasil. Na verdade é um grande filho da … (isso mesmo). O povo de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas e dos estados do Nordeste (e agora do Rio de Janeiro), deve dar o troco, em outubro. Lula só gosta do pobre, para dar esmola (Bolsa-Família) ou em cima de um palanque (com a mentirosa) ou vendo os estragos das chuvas de um helicóptero, como fez em Santa Catarina e Maranhão. É por isso, que o Bloco Anárquico Armorial Siri na Lata, aqui no Recife, vai homenageá-lo, como o maior palhaço do Brasil.”
A outra sob o título “O homem do isopor”:
“Quando fui duro com Lula, no final de semana (recebendo até críticas), tinha lá minhas razões. A foto de Lula, nos jornais, e a charge, aqui no Blog, comprovam minha ira. Lá está ele carregando um isopor (com certeza cheio de birita), indo a “la praia”, e o povo morrendo em Angra dos Reis e no Interior de São Paulo. Algum petista poderia dizer: Lula mandou liberar o FGTS. E eu responderia: os militares, também. E foi em 1975, quando de uma grande cheia no rio Capibaribe, aqui no Recife. Mas, aqui estiveram, na primeira hora, o “presidente” militar e quase todos seus ministros. Lá se vão 5 dias da tragédia. E Lula nada, na expressão da palavra, e o povo morre. E Lula vai à praia, carregando seu isopor; e famílias no Rio e São Paulo, carregam caixões, para enterrar seus entes queridos. E viva o povo brasileiro. E como disse o Otto Lara Resende: o mineiro só é solidário no câncer. E eu diria: Lula não é solidário nem nas tragédias.”
Voltando ao primeiro parágrafo, não é estranho terem crucificado Cabral e omitido o silêncio de Lula.
Cadê o PIG? O Partido da Imprensa Golpista tão combatido pelos petistas?
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É culpa dele…
Se Elle puder continuar a manter seu bico fechado, será um favor para o país.
Chico:
Não concordo com vc que Lulão ainda não abriu a boca neste ano. Abriu sim, várias vezes pra ingerir o que carregava naquele isopor!
Dá um espelho pro Chico Bruno. Quem sabe ele começa a enxergar os meandros do PiG.
Abraços
Antonio Cavalcanti