Matéria do Jornal Página Única
Rumo ao Senado
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2010 deve confirmar o fato novo mais relevante da política em Mato Grosso nos últimos anos, a candidatura ao Senado do procurador da República Pedro Taques (foto). Depois de uma brilhante carreira em Cuiabá, onde foi decisivo no desmonte do crime organizado de João Arcanjo Ribeiro, Taques atua em São Paulo e deve deixar o Ministério Público para se dedicar à política.
Sua provável entrada na disputa pelo Senado pode mudar o cenário político de Mato Grosso e redefinir as alianças para 2010. Desde o ano passado ele tem conversado com lideranças partidárias e consultado amigos, colaboradores e personalidades de vários segmentos da sociedade. Também intensificou a realização de palestras na Capital e interior, onde reforçou seu contato com o eleitorado jovem e universitário, especialmente.
Por enquanto não confirma que é candidato – até para não ferir a legislação eleitoral -, mas na virada do ano confidenciou a jornalistas que deve mesmo enfrentar o novo desafio. Quando um jornalista o pressiona a definir sua posição, responde: “Estou decidido a ser útil ao meu estado em 2010″. Ser útil significa que será candidato ao Senado?, insiste o interlocutor. “Isso significa que o homem de bem tem que se preocupar com as coisas da sociedade, tem que participar dos problemas da sociedade”. Para quem sabe ler, este pingo é letra, e neste caso, maiúscula.
Cuiabano, 40 anos, Pedro Taques sabe que sua entrada na política precisa estar cercada de cuidados, sob pena de contrariar o discurso e a prática absolutamente éticas que vem marcando sua atuação como membro do MPF. Por isso, admite que há condicionantes para as alianças e avisa que há pessoas com as quais não quer conversar. “Se você tem o objetivo de contribuir com a sociedade e com o estado que você vive, esse objetivo tem limites. E eu não vou ultrapassar esses limites. O limite para mim é a ética, é a lealdade, é a lei”.
Entre os políticos que Pedro Taques quer distância, certamente estão as lideranças que enfrentam processos na Justiça, em todas as instâncias. Taques sabe que não poderá estar no barco daqueles, sob pena de matar sua candidatura ainda no nascedouro, por absoluta falta de coerência.
Senado
Se as alianças que buscará ainda são uma incógnita, o mesmo não se pode dizer do cargo pretendido. Taques mira o Senado, e justifica: “Em razão do meu conhecimento relativo à área legislativa, uma pessoa como eu daria maior contribuição no Poder Legislativo. O Senado é muito importante porque é o único lugar em que Mato Grosso é igual aos outros estados. Mato Grosso é diferente de São Paulo economicamente, industrialmente, em desenvolvimento. Mas no Senado, é igual a São Paulo. Lá, os três senadores de Mato Grosso tem o mesmo valor que os três senadores de São Paulo”, pontua.
Taques já antecipa seu provável discurso de campanha, ancorado no conceito de que o desenvolvimento econômico não faz sentido se não houver justiça social. “Há dez anos, Mato Grosso era o 17º estado economicamente mais viável, hoje é o quarto em desenvolvimento. Eu sei que o estado é vocacionado para o agronegócio, sei que a produção cresceu muito. Mas eu sei também que a educação pública de Mato Grosso não espelha esse desenvolvimento. A saúde pública, a produção de empregos e a área da segurança não podem ser exemplo para outros estados. Eu penso também que um dos problemas que atormentam nosso estado é a carga tributária, que é muito alta”, exemplifica.
Meio Ambiente
Taques já conversou com lideranças estaduais e nacionais do PDT e do PV, sinalizando os caminhos que deve percorrer para viabilizar sua candidatura em 2010. Uma das conversas foi com a senadora Marina Silva, pré-candidata a presidente da República. “Conversei com a senadora, como conversei com outros senadores, pois penso que não podemos ter um discurso monotemático. Temos que fazer com que nosso estado se desenvolva, mas esse desenvolvimento tem que passar, não só pela área econômica, mas também pela ambiental e social. O desenvolvimento ambiental não é impeditivo do desenvolvimento econômico. Eu conversei com a senadora Marina, ela perguntou sobre as ideias que tenho nesse campo e a conversa foi bem produtiva”, revela.
O procurador da República notabilizado pelo trabalho que culminou na prisão do bicheiro João Arcanjo, não quer ser conhecido apenas por este fato. Ele destaca sua atuação na área de Saúde, que é uma área que muito o agrada e preocupa. E tome críticas: “Por que não temos um hospital estadual público em Cuiabá? Por que não se concluiu o Hospital Central? Por que na Baixada Cuiabana não temos um hospital pediátrico, apesar de várias promessas? Porque temos apenas a política da ambulância, onde a população do interior é trazida para a Capital, aqui fica na fila. Então a população não tem sido respeitada em seu direito à saúde”.
A questão educacional é outra preocupação de Taques. “Por que o cidadão que estuda em escolas públicas só consegue entrar em faculdades particulares? Quando aqui atuei, eu ajuizei uma ação para que seja reservado um número de vagas para alunos oriundos de escolas públicas. Nós não podemos perder mais uma geração de brasileiros”.
Na área ambiental, Taques lembra que ajuizou as ações das hidrovias Paraguai-Paraná, teve participação na questão das hidrovias Tocantins-Araguaia e na Tapajós-Teles Pires. “Sempre dizendo que a hidrovia é o meio modal que menos polui. Agora, precisamos de regras a respeito disso, e essas regras não existem. Há sete anos eu participei de um debate promovido pelo estado de Mato Grosso e eu disse exatamente isso, mas há sete anos ninguém mais discute isso. Portanto, trabalhei em outras áreas, e também no combate ao crime organizado”, ressalta.
Taques sabe que ninguém faz nada sozinho e a política é uma atividade de grupos. Mas sabe, acima de tudo, que qualquer candidatura precisa conseguir ‘tocar’, sensibilizar a sociedade. “A sociedade precisa entender que ela precisa de política e chegou a hora dos homens de bem comprarem esta briga”.
Pesquisas
Uma pesquisa recente do Instituto Mark divulgada esta semana mostra a tendência inicial do eleitorado. Na modalidade estimulada – onde é apresentada uma lista dos prováveis candidatos -, o governador Blairo Maggi lidera com 33,8% das intenções de voto. O ex-senador Antero aparece em segundo com 17,6%, seguido pelo petista Carlos Abicalil, com 11,6%. Pedro Taques, que ainda não assumiu a candidatura, já aparece em quarto lugar com 6,1%. Num segundo cenário, com Serys Marli no lugar de Abicalil, Taques sobe para a terceira colocação, com 7,7%.
As chances de Pedro Taques aumentam muito se considerarmos que o eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas vagas (a de Serys e a de Jonas/Goellner) serão renovadas. Nesse caso, Taques poderá ser a primeira ou a segunda opção de boa parte do eleitorado, ganhando votos inclusive de partidários de Blairo Maggi, de eleitores dos petistas Serys e/ou Abicalil, dos peemedebistas de Silval/Bezerra, de algumas alas do PSDB, do eleitorado feminino, dos jovens e de vários outros segmentos.
Identificado como o ‘novo’ na política (como foi Blairo em 2002), absolutamente ‘limpo’, eficiente e incorruptível, Pedro Taques pode se beneficiar desta configuração política e iniciar uma nova e promissora fase em sua vida pública. E não há dúvidas de que Mato Grosso ganharia muito com isso. 2010 pode significar a hora e a vez dos homens de bem na política mato-grossense e brasileira.






















Esse é o fato novo que o eleitor decente de MT esperava. Agora só depende de nós.
Taí, já tenho em quem votar. Ufa, que alívio!!!!!
Não quero ligar o ventilador na farofa de vocês.
É só um exercício de memória, mesmo porque não conheço o nominado.
Mâs, aqui em SP, muitos anos atrás, elegemos um promotor, que como promotor era muito bom. Aí, foi indo, foi indo e…
NOSFU
Hoje só uma má memória mâs, na época, o Banespa faliu!
Atenção pessoal da farofa espalhada pelo ventilador que o Magu não queria ligar mas ligou. Não percam a esperança. O processo é esse mesmo, é tentativa-e-erro. Eleger um corrupto novo, se for esse o caso, ainda será infinitamente melhor do que reeleger indefinidamente o mesmo ladrão, eleição após eleição. Um forte sinal de que o Brasil afinal começaria a melhorar seria o da renovação no estoque de ladrões. Espalhemos essa idéia. Quem sabe o eleitor Zé Ruela se interessa em estrear um novo ladrão a cada eleição. Ai eu já poderia dizer como o Sabka: “ufa, que alivio!!!!”. Estamos mudando de verdade.
Ei, pessoal, esse é um ponto em que o Jayme tem razão.
Desligando o ventilador…
avemariaaaaaaaaaa pedro taxis neles esse eu voto matogosso preciza de renovacao jaaaaaaaa se cuida riva peita o cara voce nao e gostozao do matogosso peita ai que eu quero ver kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk