Por Chico Bruno
A tragédia que se abate sobre o Sudeste brasileiro faz parte do cotidiano de uma parcela da população que despreza o meio ambiente. Nesse contingente se misturam ricos e pobres, analfabetos e alfabetizados, enfim o traço comum é o desafio a natureza.
Quem conhece o país sabe que esse descaso com o meio ambiente se repete em todos os estados da Federação. Ainda está fresca na memória nacional a tragédia de Santa Catarina, um desastre ambiental similar ao ocorre agora no Sudeste.
Cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro se vêm diante de uma tragédia anunciada que se repete ano a ano.
Ambientalistas, geólogos, engenheiros e outros técnicos alertam e cobram há anos das autoridades públicas que sejam coibidas as construções irregulares.
O problema é sempre o mesmo. Nenhum político tem coragem de se indispor com possíveis eleitores e por isso faz vista grossa às mazelas praticadas por uma grande parcela da população.
É a tese que pelo voto vale tudo.
A ocupação irregular de encostas em todo o país é antiga. Poucos são os governantes que enfrentam a resistência em mudar o quadro urbanístico. A maioria por leniência ajuda a piorar o problema.
- As pessoas desrespeitam a natureza, mas um dia ela se vinga, afirmou com muita propriedade o ex-secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, atual ministro da pasta, Carlos Minc, que foi muito criticado por ter demolido construções irregulares no Rio de Janeiro, enquanto secretário.
Construções em áreas impróprias não é privilégio de classes sociais. Os pobres o fazem por necessidade e os ricos para desfrutar a beleza desses santuários.
Os casos mais emblemáticos são Baía de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, cujas margens foram ocupadas por endinheirados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e o Litoral Sul da Bahia, ocupados pelos mesmos senhores que figuram com constância em edições da revista Caras.
Esses mesmos senhores lutam para desestabilizar a sustentabilidade da Ilha de Fernando de Noronha, que resiste graças ao esforço dos ilhéus e de vários governos de Pernambuco, a quem está afeita a administração da ilha.
Infelizmente, o governo federal nunca dotou de infraestrutura adequada a Secretaria do Patrimônio da União e os governos estaduais os organismos congêneres.
Além disso, a Lei de Gerson grassa nesses setores. Qualquer por cento resolve o problema. A corrupção nesse campo é eficaz. A estratégia é criar dificuldades para obter facilidades.
Infelizmente, o Judiciário que poderia ser um aliado da sustentabilidade dessas áreas, toca no mesmo tom dos que criam dificuldades para obter facilidades.
O enriquecimento fácil fala mais alto. É a maldita Lei do Gerson.
Pelo visto, o país vai continuar ano a ano assistindo a desastres ambientais como os que estão ocorrendo no Sudeste.






















Chico inspirado e com razão. A responsabilidade, como soe, sempre é dos políticos aí, não interessa partido. Seja PMDB, PSDB, o glorioso™, DEM, e todo o renque de patifes. A ocupação irregular dos baixios de rios faz parte, como habituamos a ver em SP. A ausência da presença do Estado, no nascedouro do problema, tem tudo a ver com o que escreveu. E também o excesso de presença, onde não deve, o que, no fundo, dá razão à Maria. O que é importante é que a colocação do assunto deve ser da maneira como este foi apresentado, porque, assim, não dá para discordar…
Denuncie se este comentário for inapropriado
Oportuna esse post do Chico Bruno, mas vejo que essa “letargia” é genetica, e não tem: pais, classe social, cor, credo; alem de genetica generica.
Vejo que o: tupo por dinheiro, tudo pra dinheiro e tudo com dinheiro é a regra que se seguirá até a destruição final de nosso planeta Terra, pois conforme observamos nada muda, e se muda é para pior.
A ganancia será o fim, e a ganancia é . . . foda
Denuncie se este comentário for inapropriado
SEM ESSA DE GANANCIA, E SÓ SOBREVIVÊNCIA !!
Denuncie se este comentário for inapropriado