Por Raphael Curvo (*)
Será que os jovens moldados à uma sociedade consumista e de precárias condições culturais sabem que o 25 de dezembro é o dia de nascimento do senhor Jesus Cristo? Desconfio que poucos tenham conhecimento disso. Eu ainda faço parte de uma geração que a missa do galo era o momento glorioso do dia. Hoje esta missa é show na TV e de baixa audiência. Não existem atrações emocionais para levar adultos e jovens aos templos. O jovem está ficando desvinculado da religião e aos poucos vai, sem sentir, absorvendo a cultura materialista.
O equilíbrio social está crítico e poderá pender para o desajuste daquilo que a instituição religião estabelece na organização da sociedade, dos povos. Foi através deste equilíbrio religioso que o mundo começou sua evolução. O cristianismo na Roma de Constantino, acolhido pela força social, deu uma nova dimensão de respeito e estruturação familiar e trouxe o Estado, o grande dominador, ao povo. O crime, uma responsabilidade de punição do Estado, passou a ser uma penalidade forte na mente dos criminosos, daqueles de sã consciência.
Hoje, tudo leva à desconstrução do existir cristão, do nascimento de Jesus Cristo. Até mesmo o Presidente da República Federativa do Brasil vai à televisão falar de obras, de avanços (duvidosos) do seu governo, de investimentos e mais, esquece a poupança e diz, com convicção, de que o consumo da população é obrigatório. Afinal, o povo tem que devolver o dinheiro distribuído pelo governo com juros, representados pela carga fiscal no setor produtivo. O lucro está na captação do dinheiro daquele que trabalha para ganhar, seja pessoa física ou jurídica. Este é, no final, o financiador da farra do Estado e sua políticas de ganhos de votos.
Voltando ao assunto, em todo discurso do presidente não se escuta um momento de louvação ao Senhor Jesus Cristo. O 25 de dezembro se torna, para ele, uma data meramente comercial, de consumo. Me lembra muito a passagem bíblica dos mercadores no templo. Aliás, na nossa política, atos dos mais absurdos acontecem contra Jesus Cristo. Há pouco, como exemplo, em uma audiência coletiva sobre o “apagão” do ministro Lobão, foi retirado da parede o crucifixo até com uma justificativa jocosa, de baixo nível. Também de um sujeito desse quilate não se podia esperar outra coisa.
Sob o discurso de “Estado laico” o governo atual tem negado a origem cristã do povo brasileiro. Duvido que no País do “amiguinho” Ahmadinejad isto pudesse ocorrer, como por exemplo, retirar o livro sagrado de cima da mesa oficial ou mesmo a imagem de Khomeini das paredes dos órgãos federais do Irã.
Que o presidente seja um homem sem preparo e de péssima formação para o cargo ninguém tem dúvida. A prova, entre outras, está no “m….” que pronunciou em plena cerimônia oficial durante uma inauguração de obra. Essa postura desconsidera o respeito à população se ele pensou em se mostrar “homem do povo”. Mesmo com toda a pobreza, o povo do Maranhão merecia um vocabulário melhor. O nível de educação da população é outro, um patamar acima da laia da lama.
O que estarrece em tudo isso é o conformismo das Igrejas cristãs. Parece que embarcaram na corrente do ganho financeiro como forma de existência. Em um dos segmentos, já se vende rifa e outras coisas mais antes da benção final. Estão como disse acima, transformando o templo do Senhor em mercado. Algumas já recebem o dízimo pelo cartão em máquina a disposição nos próprios templos. É só passar o cartão e tudo resolvido nas suas “obrigações” com o Divino.
Não pregam o Cristo de mensagens de paz e amor. Isto é feito de forma passageira e até mesmo sem muito entusiasmo. Pregam com tal intensidade, o medo. Fazem do pavor e do castigo os caminhos para a conquista de adeptos e manutenção dos existentes. É sempre a mesma mensagem e os mesmos textos bíblicos em todas as reuniões religiosas, missas etc. Será que não é isso que dá ao pecado um tempero diferente e saboroso? A Igreja está velha, arcaica e desatualizada para jovens.
Não há uma participação dos pregadores do cristianismo na formação do homem diretamente, ou seja, na sua construção como tal. Desde cedo é mostrada uma desvinculação entre Jesus Cristo e o homem. Se ele se fez homem para mostrar ao mundo os caminhos do CRIADOR, como então separá-lo da formação humana? Cristo tem que ser apresentado como líder, como construtor do equilíbrio da organização dos homens em sociedade, como emanador dos preceitos da boa convivência entre todos.
Há 2010 anos que essa construção começou e vem contendo as ações da irracionalidade entre os homens, principalmente de governantes que pelo respeito do povo à figura do Estado, estão lá. Enganos e más escolhas se repetem em todos os cantos. É do comportamento humano. O persistir transforma-se em sofrimento.
Quero, de coração, desejar à todos momentos de muita alegria nesta data do nascimento do Senhor JESUS CRISTO. Momentos de festa pelo seu existir, pela suas mensagens que nos permitem estar nesta data reunidos em família. Tenham todos um FELIZ E REAL NATAL.
(*) Jornalista, advogado pela PUC-RIO e pós graduado pela Cândido Mendes-RJ





















