(Giulio Sanmartini) Durante solenidade em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um projeto de lei que a ser enviado para o Congresso Nacional, que torna crime hediondo, sem direito a fiança, o político ou servidor público preso por corrupção.
Do ponto de vista semântico, o termo hediondo significa ato profundamente repugnante, imundo, horrendo, sórdido, ou seja, um ato indiscutivelmente nojento, segundo os padrões da moral vigente.
Os crimes hediondos, do ponto de vista da criminologia sociológica, são os crimes que estão no topo da pirâmide de desvalorização axiológica criminal, devendo, portanto, ser entendidos como crimes mais graves, mais revoltantes, que causam maior aversão à coletividade.
Dentre os protagonistas dos grandes escândalos nos últimos seis anos, brilha como estrela radiosa a figura do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares (foto), cujo nome, por antonomásia, passou a ser símbolo da corrupção. Foi expulso do Partido dos Trabalhadores (22/10/2005), por ter montado um caixa dois para o seu partido com contribuições ilegais e empréstimos bancários fajutos (mensalão). Também recebeu dinheiro desviado do Orçamento da União pela máfia dos vampiros, aquela que sugou 2 bilhões de reais dos recursos reservados pelo Ministério da Saúde para a compra de produtos derivados do sangue.
Portanto seria a um exemplo típico do corrupto que o presidente quer enquadrar, na área dos crimes hediondos. Mas a coisa para ele não está funcionando assim, ao invés de estar na cadeia, tornou-se um festejado palestrante no interior de Goiás. Virou uma espécie de ‘agente informal’ dos programas sociais de Lula. Discorre sobre os programas sociais do governo e se dispôs a ajudar os prefeitos em seus pleitos em Brasília.
Fica claro que o presidente Lula, mais uma vez quer ludibriar a população, pois a lei que torna a corrupção crime hediondo é só para os adversários, para os “companheiros” continua funcionando a pleno vapor a impunidade.
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Perguntar não ofende:
Chamar o presidente da merda de “presidente de merda” atenta contra alguma lei de proteção à honra? Atenta contra alguma lei ambiental de protenção aos animais?
Será que teremos o desprazer de sermos todos chamados de merdas, pelo fato de uma maioria que gosta de atitudes e termos escatológicos ter eleito um merda para seu presidente? Iremos substituir os alentejanos nas anedotas portuguesas?
OOOoooooooooops. Comentei no lugar errado.
Perdao.
Basta ver o veredicto da STF sobre a censura à Folha. Um veiculo de imprensa não pode sair contando para todo mundo a falcatruas dos filhos e afilhados de “cumpanheros”.
Recomendo a leitura do livro “Honoráveis bandidos”, de Palmério Dória. Um Senador da República que tem sua foto publicada sob um título desses não tem mesmo nenhum resquício de honra e de brio. É um bandido, mesmo; assim como muitos outros citados no livro. Vale a pena!
Me confundi. A censura é contra o Estadão.