Por Gabriel Novis Neves
Periodicamente, o Conselho Regional de Medicina (CRM), visita as cidades do interior do Estado com a finalidade de ministrar cursos de atualização, prestar assessorias, constatar como andam os serviços de saúde e verificar o grau de satisfação dos médicos. O último trabalho do CRM abrangeu quatro dos municípios mais ricos economicamente de Mato Grosso: Sorriso, Sinop, Lucas e Nova Mutum. Conversei com um colega do grupo de verificação e o seu relatório foi simplesmente desanimador. “-Tudo que acontece em Cuiabá, e é motivo de severas críticas, encontramos com juros e correção monetária nestes municípios.”
Faltam médicos, leitos hospitalares, postos de saúde, UTIs, pronto atendimentos e medicamentos. Os pacientes enfrentam enormes filas para chegar a um consultório médico. Hospitais lotados com pacientes amontoados pelo chão, cadeiras e macas. Os médicos, de um desses municípios, não tem nem contrato de trabalho. É tudo de “boca”. As condições de trabalho oferecidas aos profissionais de saúde são as piores possíveis. O CRM pedirá a interdição do maior Pronto Atendimento Municipal das quatro cidades – por não preencher as normas mínimas exigidas para o seu funcionamento.
O coração do agronegócio tem tudo para ter um serviço médico de qualidade. Entretanto, faz saúde pública motorizada, não com as obsoletas ambulâncias, e sim com os superônibus trafegando em estradas pavimentadas no transporte dos seus pacientes para Cuiabá.
O caos da saúde está implantado em todo o Estado. Pelo menos por aqui existem os seguidores de Pablo Neruda, que falam por aqueles que não são lembrados.
A medicina no interior de Mato Grosso é rudimentar. Só existe no INFORMATIVO, que circula como encarte de um jornal de Cuiabá.






















É conseqüência do aparelhamento de todos os setores do governo: as prioridades são políticas e passam longe das necessidades da população.
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Eu vivi essa realidade por 1 ano e meio em Pontes e Lacerda a 250 Km de Cáceres. Um contrato de trabalho que não me dava direito a nada, saí de lá sem receber 2 salários, não tive direito a férias, nem 13º salário, nem a licença maternidade. A maioria dos profissionais é tão obsoleta quanto os equipamentos hospitalares e para fazer um curso tinha que ir pra Cuiabá (450 Km). Tentei recorrer ao CRM na época mas fui informada que não podiam fazer nada por mim.. é realmente lamentável a situação dos médicos que atendem saúde pública e muito mais para a população!
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