Por Chico Bruno
O Brasil é especialista em escândalos recorrentes. A utilização de recursos públicos para engordar o patrimônio de políticos nacionais tornou-se uma praxe ao invés de ser uma exceção. Vira e mexe surgem no noticiário casos de roubo do dinheiro público. A semana passada foi pródiga.
Ela brindou a população com propinodutos na Pernambuco, Bahia, Distrito Federal e São Paulo, se não falha a memória.
Essa praxe tem exceções. Elas são de fácil comprovação.
Se o político não apresenta sinais de enriquecimento econômico, ele faz parte da turma da exceção, caso contrário é parte integrante da patota da praxe.
Isso pode ser comprovado a olho nu. Não é preciso muito esforço.
Pedro Simon, por exemplo, faz parte da turma da exceção, já Renan Calheiros está aboletado no pessoal da praxe.
O interessante é o espanto de alguns políticos quando surge um novo escândalo.
O caso atual do ex-governador e do atual do Distrito Federal e do seu vice comprova isso.
A patota da praxe, na maior cara de pau, caiu de porrete em cima do companheiro como um santo de pau oco.
A maioria dos que execram os pegos com a mão na massa, praticam as mesmas safadezas, mas pedem a cabeça para ficar bem na foto.
É uma hipocrisia, da qual a imprensa tem uma parte de culpa, pois não faz a perguntar que não cala a esses políticos. A pergunta é trivial:
Será que o senhor não sabia de nada? Afinal, fulano é seu correligionário?
Infelizmente, ninguém questionou até agora os políticos que querem a cabeça de Arruda e Paulo Otávio, por exemplo.
Aliás, ninguém quer acabar com a praxe, quer apenas dar um “castigo”, entre aspas, naqueles que por falta de competência na arte de roubar caiam em desgraça.
Ou alguém conhece um político que esteja atrás das grades pela falta de competência para executar a praxe.
Esse é um filme que está em cartaz desde sempre e vai continuar por muito tempo.
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Adriana,
Reinaldo,
Para não ficar apenas na reclamação, trago uma sugestão para solução definitiva da corrupção no Brasil. Fim do voto secreto, que já não tem sentido, e responsabilidade solidária entre o corrupto e o seu eleitor. O eleito roubou? A justiça eleitoral baixa o arquivo dos eleitores do ladrão, rateia o valor desviado e emite a cobrança sob a forma de boleto bancário. Só assim o eleitor brazuca passaria a ver o voto com a seriedade que dele se exige. Para citar apenas o Arruda, garanto depois do episódio do Senado, ele jamais seria reeleito.
Jayme Guedes
Oi Bruno,
Acredito que pessoas fazem toda diferença, desde que registrem suas caminhadas políticas com bons exemplos: Dá uma espiada: http://www.youtube.com/resultssearch_type=videos&search_query=vanderlan+vasconselos&search_sort=video_date_uploaded_reverse
Um abraço e uma feliz tarde de terça-feira
Vanderlan Vasconselos