(Daniela Lima do Correio Braziliense) Os investimentos em construção, adequação e manutenção das estradas sob responsabilidade do Dnit correspondem a 31% do que estava previsto para este ano. Mesmo se somados os restos a pagar — empenhos emitidos em exercícios anteriores, que só agora saíram do papel — o desempenho dos gastos do órgão não cobre o orçamento deste ano, chegando a 70% do previsto.
Em números proporcionais, a manutenção é a rubrica que apresenta o grau mais baixo de execução em comparação com os investimentos em construção e adequação de novos trechos. Enquanto a execução dos recursos destinados para adequação ficou em 32%, e para construção em 36%, apenas 28% do que estava previsto para manutenção foi efetivamente pago. Segundo levantamento da Organização não-governamental Contas Abertas, feito a pedido do Estado de Minas, em alguns estados, o pagamento dos valores previstos no orçamento para manter as estradas em boas condições não chega a 10%.
Outro levantamento obtido pela reportagem, fechado dia 6 pela Consultoria de Orçamento do Senado, detalha a destinação das verbas constantes no orçamento de 2009 do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para o Dnit. Os números mostram, por exemplo, que, para Minas Gerais, estado que conta com a maior malha viária do país, apenas 30% — R$ 270 milhões dos R$ 891 dos recursos destinados — foram executados. (leia a reportagem do Correio Braziliense)
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