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Publicado por Adriana Vandoni Acompanhe as respostas pelo RSS 2.0.


23 de novembro de 2009 às 17:02 hs.

Metendo a mão sem miséria

Sede da SC(Giulio Sanmartini) A Câmara dos deputados transformou-se num covil onde se praticam todos os tipos possíveis de irregularidades: em concursos para admissão, no uso indevido de passagens aéreas, a presença de funcionários fantasmas na folha de pagamento, horas extras pagas a funcionários, inclusive em período de férias, inumeráveis casos de nepotismo e outras de menor monta.

Agora surge algo novo um peculato que ainda não tinha sido observado.

Documentos mantidos em sigilo pela Câmara revelam que empresas com endereços inexistentes são beneficiárias de verba indenizatória de R$ 15 mil. A verba indenizatória é um adicional mensal pago aos parlamentares para despesas relacionadas a sua atividade. Existe algo como 70 mil notas fiscais referentes aos quatro últimos meses de 2008, que justificaram reembolsos de supostos gastos de deputados federais. Tais notas apresentam endereços fictícios e empresas desconhecidas ou clandestinas.

Os parlamentares que usaram essas notas confirmam que os serviços foram prestados. Um deles é o deputado Marcio Junqueira (DEM-RR), que foi reembolsado mensalmente em cerca de R$ 15 mil pelo aluguel de carros da PVC Multimarcas. A empresa foi aberta há pouco mais de um ano e emitiu ao parlamentar notas de numeração inferior a dez, o que indica que Junqueira seja, talvez, seu único cliente. O proprietário da empresa é Victor Korst, advogado do deputado.

Entre as empresas que mais emitiram notas, para dez deputados e ex-deputados, está a SC Comunicações e Eventos, cujas notas somam R$ 115 mil. De acordo com o documento, a empresa funcionaria em uma casa simples em Luziânia (foto). O dono do imóvel que corresponde ao endereço oficial garante que nele nunca funcionou uma empresa.

O proprietário da SC é o assessor do senador João Durval (PDT-BA), Umberto de Campos Goularte, que explica o endereço inexistente como conseqüência de um erro de seu contador. Segundo o próprio Goularte, as notas foram dadas por serviços prestados de assessoria de imprensa, atividade para a qual os parlamentares recebem verba específica de R$ 60 mil por mês.

Dessa fétida mixórdia reta uma certeza, os fatos ilegais cairão no esquecimento e os criminosos continuarão impunes. Pobre país.

(*) Texto de apoio: Alan Gripp e Ranier Bragon

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3 Respostas para “Metendo a mão sem miséria”

  1. Curt Nees disse:

    Aliás, minha cara Adriana e demais ilustres frequentadores do incensurável P&P: vamos nos unir para lembrar de todas as safadezas cometidas pelos nossos (nem todos) probos (muito menos) parlamentares, em relação aos celulares em mãos estranhas, passagens aéreas para primeiras e outras damas, passagens secretas nos porões dos tais votos idem, verbas indenizatórias etc e tal. Se cada um lembrar de um escândalo, mande nos comentários, a Adriana junta, me manda, e eu me comprometo a escrever um texto legal. Depois mandamos cópias (513 + 81) para Brasília, como não? Então, mão na massa, senão isso também termina em pizza!


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  2. Chiste disse:

    O Brasil é um país superhiperdemocrático para nossos políticos, com todo respeito ao blog da Jurema, a “Casa da Mãe Joana” é casa de respeito com a putaría que ronda Brasilia: vamos ao assunto que em qualquer firminha de fundo de quintal daría demissão por justa causa e devolução do dinheiro “surrupiado”…

    Temer defende penas alternativas para deputados que usaram notas frias
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    GABRIELA GUERREIRO
    da Folha Online, em Brasília

    O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse que encaminhará amanhã para a Corregedoria da Casa a denúncia publicada pela Folha de que empresas com endereços inexistentes são beneficiárias da verba indenizatória de R$ 15 mil recebida mensalmente pelos 513 deputados.

    O presidente disse que se as irregularidades forem confirmadas após investigação da Corregedoria, haverá punições aos parlamentares envolvidos nas fraudes. No entanto, ele reconheceu que as penas podem ser mais “brandas” que a cassação do mandato.

    Temer defendeu penas “alternativas” para os deputados envolvidos em irregularidades, como no caso das notas fiscais. Como o Conselho de Ética da Câmara já absolveu o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) por suposto uso irregular da verba indenizatória, Temer disse acreditar que penas alternativas possam ser aplicadas pelo conselho para punir os deputados, ao invés da cassação do mandato.

    “Há um projeto de modificação do regimento do Conselho de Ética que permite até a gradação de penas. Eu tenho pat


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  3. o.magu.sp disse:

    Chiste

    Depois de escrever, verifique sempre o resultado do seu comentário. Em caso como este, conclua a idéia em novo quadro.

    O problema principal é que o Corregedor da respeitável Casa da Mãe Joana é sempre o marido da cafetina. Ele também, disfarçadamente, come do estoque…


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