Por Chico Bruno
Há muito tempo o Tribunal de Contas da União é acossado por empreiteiros, ministros, governadores, prefeitos e dirigentes dos executivos em todos os níveis. Essa é uma guerra antiga que sempre foi travada nos bastidores. Uma refrega que envolve um batalhão de advogados dos grandes escritórios de Brasília.
A diferença é que a situação de agora, envolve, pela primeira vez, um presidente da República e o TCU em um embate às claras, através de declarações e pressões divulgadas na mídia. Por ter sido sempre uma queda de braço disputada no lusco-fusco do poder, muito pouca gente conhece as entranhas do embate em profundidade.
Por isso, muita gente está trocando as bolas.
Essas pessoas acham que a questão se resume a uma disputa política causada pela desconfiança do presidente Lula, que estaria imaginando que o TCU está aparelhado pela oposição, pois a maioria dos conselheiros são ex-parlamentares do PSDB e DEM.
Por isso estariam criando empecilhos para o bom andamento das grandes obras do PAC.
Na verdade isso é o pano de fundo da questão. Ou melhor, a desculpa para o ralho de Lula.
O caso é o seguinte.
Lula está em lua de mel com os grandes empreiteiros brasileiros, à frente a Odebrecht, fascinado pelo “Brasil Potência” entoado por eles, que soa como música aos ouvidos de Lula.
Basta ver a quantidade de financiamentos do BNDES para obras internacionais tocadas pelas grandes empreiteiras ou a compra da Brasil Telecom pela OI, uma sociedade entre o Grupo Jereissati e a Andrade Gutierrez.
Não é a toa que o mundo rende homenagens ao presidente Lula, afinal ele é o canal para que o BNDES financie grandes obras pelo mundo afora desde que a empreiteira seja brasileira.
Aliás, dizem, a boca pequena os entendidos, que o BNDES é hoje o maior financiador de obras do mundo.
Por trás do embate entre Lula e o TCU estão os grandes empreiteiros, os maiores interessados em relaxar a fiscalização que sempre os importunou.
Essa é uma história de gente grande, com interesses que vão além da vã imaginação dos simples mortais. Que envolve, ainda, a oposição, que não pretende colocar a mão nesta cumbuca, por que também participa do reparte do pote.
A aliança entre os grandes empreiteiros do país e Lula não é recente. Vem de longe, mas sempre foram mantidas com discrição. As únicas pegadas apareciam nas campanhas eleitorais.
Hoje o caso de amor entre Lula e os grandes empreiteiros começa a ganhar os holofotes e pode dar panos para manga.






















Taí em artigo corajoso; na compra dos caças franceses esta empreiteira está embutida no pacote. Que bom para o Brasil!
Vamos ser patriotas assim no cesto da gávea!
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