(Giulio Sanmartini) O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, desvalorizou 3,41%, aos 61.545 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,10 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda e o dólar comercia foi vendido por R$ 1,757, em um avanço de 1,50%. Tudo justamente ao contrário do que era esperado.
O fato foi que os investidores optaram por vender ações que haviam valorizado rápido demais e derrubaram os preços nas duas últimas semanas, praticamente apagando toda o ganho acumulado em outubro. A taxação do capital estrangeiro, uma bateria de indicadores desfavoráveis nos EUA e alguns balanços frustrantes também serviram de motivo para uma onda de vendas que muitos analistas esperavam desde setembro. A taxa de câmbio encerrou o mês a R$ 1,75, também refletindo esse nervosismo. O principal índice de ações da Bolsa paulista, desvalorizou 3,41%, aos 61.545 pontos. Portanto perdeu-se num dia o que foi um mês para ganhar. A marolihnha de Lula, continua o tsunami de sempre
(*) Texto de apoio: Epaminondas Neto.






















Num processo de radicais reformas no Estado/DF – que haverá caso der Serra/2010 – deverá surgir uma concorrente à Bovespa – outra bolsa de valores de abrangência internacional. O capitalismo brasileiro ainda está “de fundo de quintal”. A Petrobrás é a maior empresa nacional com R$ 180 bi de faturamento/ano, a Vale é segunda com R$ 70bi – juntas têm o porte de um Estado nacional de porte médio! O câmbio nunca retratará a condição da economia brasileira, o Estado/DF nunca conseguirá ajustar a taxa de câmbio à realidade nacional. A média e grande (de fora a super grande) empresa brasileira sempre operará na corda bamba, qualquer crise leva milhares à falência definitiva.
Somente quando outra bolsa de valores operar no Brasil com a média dos resultados da atividade nacional é que o capitalismo brasileiro “amadurecerá”.
Não é pelos montantes das operações mas sim pelo realismo em tempo real é que se estabelece o status de capitalismo avançado num país.
A China está a anos-luz de distãncia dum capitalismo moderno; o Brasil necessita de outra bolsa de valores que deixe de fora Petrobrás e Vale.
Aliás uma reforma compulsória, que se dará em mais dias ou menos dias, deverá “esquartejar” a Petrobrás.
Faltou dizer.
A crise não chegou “como deveria ter chegado” por causa de que a Petrobrás e a Vale – commodities – seguram a Bovespa, taparam a ralação nacional. Caso os negócios brasileiros tivessem dentro de uma realidade de mundo a Bovespa teria se caído de se aproximar dos quintos dos infernos – Petrobrás e Vale seguram todas, sustentam um realismo fantástico no Brasil.
Mas qual o ônus que advirá ao Brasil pelo fato de ter se saído “bem melhor” que demais estados nacionais adiantados?
Ocorre que a saída da crise para os EUA vai gerar (estimular, forçar) avanços em tecnologia e sistemas; o Brasil por não “carecer de novidades” vai ficar mais atrasado. O Brasil – por ter a Petrobrás e a Vale – age como se adotasse outra escala de valores, padrões, medidas, urgências e futuridades.
Mas e como fazer alguma coisa a fazer?
O Estado/DF deve urgentemente se atualizar para ficar próximo – atrás mas na cola – da sociedade brasileira. E não é com milhões de milhões a mais em Bolsas Famílias que surgem ambições pró adiantos no espírito nacional. O PAC originalmente em 2007 foi de R$ 500 bi (café da manhã, almoço e janta) só que deveria ter partido com algo de R$ 3 a 4 tri (super aviões e submarinos atômicos)!
Só mais um pouco.
Reparar o truque dos americanos que estão se desfazendo de grandes empresas para as mãos de megaempresários de países emergentes ou por empresas européias:
- comunicações (Air Touch), compradora inglesa;
- bebidas (Anheuser-Busch, belgo-brasileira;
- petróleo (Amoco), inglesa;
- química (GEplásticos, General Chemical), saudita, indiana;
- siderurgia (Chaparral), brasileira;
- artigos esportivos (Reedbok), alemã;
- carnes (Swift), brasileira;.
- tecnolopgia (IBM, divisão de computadores), chinesa;
Reparar que é tudo material de segunda categoria. Os americanos apanham a montanha de grana pela venda de “perfumaria, espelhinhos, apitos e colares” e investem em P&D e novas tecnologias para dispararem nas novidades futuras.
Por outro lado – verso da medalha – os mega capitalistas do mundo (americanos em destaque) estão adquirindo muitas usinas de etanol brasileiras.
Evidente que o Exe/Lula tornou o Estado/DF “cego, surdo e mudo” (arruinação) a respeito do que fazer realisticamente diante do estado de coisas no Globo.