No começo de agosto, para quem não se lembra, foi deflagrada a Operação Pacenas, que levou à prisão empreiteiros e funcionários públicos supostamente envolvidos em um esquema para fraudar as licitações do PAC em Cuiabá. Logo que foi deflagrada, este blog foi o primeiro a publicar uma nota colocando em dúvida as ações e as intenções do juiz federal Sebastião Julier (foto), que comandou a operação e tem declarado interesse em se candidatar ao governo em 2010. Dizia a nota:
“[...] Todas as medidas que este juiz tomar contra políticos, precisa ser colocada sob suspeita. O juiz Julier, ex-petista de carteirinha que abandonou a militância por ter passado no concurso pra juiz, é pré-candidato ao governo de Mato Grosso, já se reuniu com diversos políticos, inclusive políticos acusados pelo STF de integrarem a quadrilha do mensalão, e o mais grave, na ocasião, segundo jornais da capital, ele se reuniu dentro de seu gabinete, o que é ilegal e imoral. Desta vez ele forçou a barra para envolver agentes públicos em um esquema que estaria sendo tramado por empreiteiros.”
O advogado de um dos citados, Dr. Ulisses Rabaneda, entrou com um pedido de suspeição do juiz, para afastá-lo do caso. O pedido está no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, e ontem o desembargador federal Tourinho Neto votou favorável. Ainda não é definitivo, mas Rabaneda tem grande expectativa de obter êxito.
Mas vai ficar bem feio pra esse juiz, né não??? Esta não será a primeira vez que ele é afastado, ou que tem seu ato considerado sem efeito por suspeição. Que servicinho…mama mia!!!!!






















Na verdade, a história é ainda pior. O pedido feito por Rabaneda foi para que o processo fosse redistribuído, pois, o Juiz Julier, juntamente com os procuradores da república que requisitaram as interceptações telefônicas, FRAUDARAM a distribuição do processo. O Des. Tourinho Neto reconheceu isso. Ou seja, o processo não foi distribuido aleatóriamente, mas, sim, direcionado para o Juiz Julier sob alegação de uma conexão inexistente. O Magistrado acatou, e, pior, reconheceu a conexão que sabia não existir.
Agora cabe a pergunta: por qual motivo o processo foi direcionado para Julier?