Pedra no caminho
Aumentar a carga tributária a um ano das eleições pode ser considerado um suicídio político, mas ao que tudo indica o governo Lula da Silva não deve desistir tão fácil de criar dois novos impostos. A Contribuição Social para Saúde (CSS), cujo intento é substituir a finada CPMF, e a taxação sorbe as cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil. Conhecido e intransigente adversário do governo do presidente-metalúrgico, o senador Mário Couto (PSDB-PA) ocupou a tribuna nesta sexta-feira para anunciar que os dois projetos serão barrados na Casa. “Tenho absoluta certeza de que nem a CSS nem a taxação da caderneta de poupança passarão por esta Casa”, afirmou o senador tucano.
Ao criticar a decisão palaciana, Mário Couto disse que ao governo federal sobram incompetência e incapacidade de planejamento, pois os cofres oficiais estão abarrotados de dinheiro. Para o senador, os petistas não têm “capacidade para exterminar o mal arraigado dentro do governo Lula, que se chama corrupção”.
Fato é que ambas as matérias serviram de combustível para a flamejante fogueira política que separa a base governista da oposição.





















