Li
nos jornais que é intenção do Governo Federal readmitir todos os funcionários
demitidos durante a polêmica gestão do Sr. Fernando Collor de Mello na
Presidência da República.
Li
e fiquei estarrecido. Recordo-me que, à época, a grande maioria dos demitidos
pertenciam a empresas estatais que foram extintas, por absoluta falta de
necessidade de sua existência.Aos
demais foi oferecida a possibilidade de optarem pela despedida incentivada, com
o pagamento de todos os direitos.
De
considerar que já lá se foram mais de 15 anos do acontecido. Não posso acreditar
que qualquer pessoa tenha esperado todo esse tempo, a possibilidade de vir a ser
readmitido na esperança de que algum dia isso viesse a ocorrer, sem trabalhar
nesse ínterim.
Seja
como for, é de sabença geral que, para ser eficiente, qualquer empreendimento
deve funcionar com o mínimo de pessoal. Empresas privadas que não sigam esse
princípio estão fadadas ao insucesso; o Governo se limita a aumentar os
impostos...
Quando
há excesso de pessoal, além do custo direto representado por salários, pagamento
de valores mandatórios tais como previdência social e outros, além do aumento do
passivo trabalhista, a situação da empresa se deteriora
rapidamente.
Além
disso, há que ter (ou construir) escritórios que abriguem esses excedentes, e
sabe-se que o custo do metro quadrado, quer próprio, quer alugado, é
elevado.
Quanto
a esse último ponto, em não se tendo espaço suficiente, sequer se pode exigir
que todos os empregados estejam presentes na empresa ao mesmo tempo.
Simplesmente não caberiam (aliás, como caso extremo posso citar o Congresso
Federal; os gabinetes atuais dos deputados comportam, no máximo, três a quatro
funcionários na sala contígua a da usada pelo deputado. Logo, a grande maioria
dos demais assessores e empregados fica aonde ? É possívelque os deputados tenham a
resposta...
Para
que qualquer máquina funcione bem, deve ter o mínimo possível de componentes
(peças), sabendo-se que essas peças vão se desgastando, tendo que ser
substituídas, e o estoque de reposição deve também ser pequeno, para não onerar
os custos.
Exatamente
o mesmo ocorre em
qualquer empresa. O excesso de burocratas fará com que eles
sejam encontrados em todos os cantos dos escritórios, tropeçando uns sobre os
outros em detrimento do trabalho a ser executado.
No
Brasil, depois de um período de redução da máquina administrativa, realizado no
mandato do Sr. Collor de Mello, através não só da extinção de empresas estatais
desnecessárias como também da venda de muitas delas (com excelentes resultados
para o Tesouro Nacional, eis que as empresas passaram a ser lucrativas,
carreando recursos ao Tesouro ao invés de constantemente estarem demandando cada
vez mais dinheiro do Governo.
No
que se refere ao problema do emprego, desde há muito tempo estamos enfrentando
uma equção difícil, a saber: a população cresce em ritmo superior ao do aumento
de postos de trabalho. A oferta desses últimos se expande em ritmo inferior em
face da automação verificada em todos os setores, desde os mais básicos aos mais
sofisticados. A considerar, também, o ingresso maciço das mulheres no
mercado.
O
crescimento da população mundial, apesar de já ter diminuído bastante em termos
relativos, ainda é consideravelmente superior ao crescimento da oferta.
Antigamente,
um homem só podia ordenhar uma vaca por vez, ainda assim passando deduas tetas a outras duas. Atualmente,
máquinas automáticas ordenham as quatro tetas, em ritmo superior ao do homem; em
tempos de antanho, cada arado fazia um sulco na terra por passada; atualmente,
u’a máquina faz simultaneamente grande número de sulcos, deslocando-se a
velocidades bastante superiores ao do animal que puxava o arado. Logo, a oferta
não cresce tanto quanto a demanda.
O
mesmo se verifica em todas as atividades, desde as agropecuárias até as de alta
tecnologia.
Se
quisermos nos manter presentes nos mercados mundiais (que cada vez são mais
interligados) é mandatório que nossos custos sejam competitivos. Sob pena de
severas conseqüências negativas, essa competitividade não pode ser criada
através de subsídios do governo.
Não
estou fazendo a apologia do estado
mínimo, apesar de saber que ao fim e ao cabo, o
governo deva se manter ocupado somente com as funções que legitimamente são
suas, com a maior eficiência possível a fim de não
onerarem
indevidamente
a sociedade.
Voltando
ao início, é pelo exposto acima que me preocupo com o grande crescimento da
máquina governamental. Ele pode muito agradar, momentaneamente, parte da
população, mas o governo estará assinando um cheque em branco sacando sobre um
futuro que sempre é incerto.
O
Governo do Sr. da Silva, bastante popular por uma série de iniciativas já em
marcha (aliás, todas creditadas ao Sr. da Silva, que ofusca completamente seus
auxiliares e ministros; a muitos poucos se credita qualquer sucesso do governo;
já quanto aos fracassos...), poderá ver o súbito desaparecimento dessa
popularidade .
“Por que o Sr. Milton Zuanazzi não depôs até
agora?”
“Qual seria a razão para esse senhor ter tanta força, a
ponto de não ser localizado para
prestar esclarecimentos?”
Essas
são algumas das perguntas lidas ontem (26) da tribuna pelo senador Arthur
Virgílio. As perguntas foram feitas por Miguel Cunha, parente de uma das vítimas
do acidente com o avião da TAM acontecido no ano passado e até hoje sem
conclusão do inquérito. O senador as leu para que constem nos Anais e ainda
pediu que o Senado faça chegar suas palavras aos setores responsáveis. Um ano se
passou e o que mais se vê é o descaso geral.
“Maior
do que a nossa dor é a morosidade na apuração do acidente. Não obstante esse
descaso, os fatos aí estão, muito claros, pela descrição do promotor e do
delegado responsáveis pelo inquérito”, disse Virgílio.
(Giulio Sanmartini) Será
totalmente inútil qualquer decisão do STF que não seja a desejada pelos índios,
sobre a ilegalidade da demarcação de 1,7 milhões de hectares em terras
contínuas, na área de Raposa Serra do Sol (RR), pois os representantes dos 18
mil índios que vivem na reserva avisam que não deixarão de ocupar nenhuma área,
mesmo que a mais alta corte do país autorize a permanência de arrozeiros e
famílias de agricultores brancos.
-
O STF pode tomar decisão de qualquer forma que seja, mas aquela terra ali nós
vamos continuar ocupando - disse o coordenador-geral do Conselho Indígena de
Roraima (CIR), Dionito José de Souza (foto). - Os povos indígenas não vão sair
de lá, sendo (a demarcação) em área continua ou em ilhas. A gente não vai
aceitar limite de arrozeiro ou alguém que queira limitar nossa terra ali.
Os
índios não podem simplesmente fazer o que bem entendem e só exigir respeito da
lei quando lhes interesse.
Por
outro lado, tem muita gente que nada tem a ver com os índios, a começar pelo
organizador da manifestação o franciscano frei Messias. O protesto
reuniu indígenas, agricultores, representantes dos Movimentos dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) e dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Comentários (9) por: RÔ-litoral Paulo Roberto de Oliveira Gil_de_almeida Calvin To Fora Zé do Coco Chacon Chacon Goncalves
27/08/2008 às 15:00:00h Leso ou zombeteiro
(Adriana Vandoni)
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso proibiu o governador de Mato Grosso
Blairo Maggi, de pedir votos dos servidores públicos estaduais para seus
apadrinhados políticos. O juiz Rondon Bassil Filho considerou “abuso de poder
público” e determinou que em caso de descumprimento da ordem, Blairo receberá
multa diária de R$ 10 mil por de crime de desobediência.
Pois
bem, quando relatei aqui a reunião que Blairo fez com os funcionários
públicos coagindo-os a apoiarem de forma declarada seu candidato à prefeitura de
Cuiabá, o juiz não tinha tomado a decisão, e eu escrevi que a Lei Eleitoral não
vale para Mato Grosso, mas estava errada, ela não vale para Blairo Maggi. Ele
anunciou ontem que vai recorrer da decisão do juiz.
“Não
podemos aceitar uma decisão destas. O juiz estaria certo se eu tivesse feito
pressão aos servidores. Isso não aconteceu. Eu estive no palanque como membro de
meu partido, PR, como cidadão comum, pedindo voto a um candidato do meu partido,
fora do expediente normal de trabalho. Como cidadão não posso pedir
voto?”
Ou
Blairo é leso e não percebeu que ele não é um “cidadão comum”, é o governador do
estado, ou é um gaiato que tenta fazer chacota da lei eleitoral e do
juiz.
27/08/2008 às 14:40:00h A monumental obra da presidenciável
(Giulio
Sanmartini) A
metida a séria e competente mãe do PAC, deve explicações sobre a roubalheira em
que se transformou o seu programa muito querido, que é o carro chefe de sua
campanha eleitoral para 2010.
A
investigação da Operação João-de-Barro poderá resultar no oferecimento à Justiça
de cerca de 200 denúncias, segundo avaliação da Polícia Federal e do Ministério
Público Federal.
A
intenção do Ministério Público é "individualizar" as acusações formais com base
nos crimes, nos locais e participação dos suspeitos de envolvimento no esquema
de desvio de recursos públicos do Orçamento da União, incluindo verbas do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Entre
os investigados estão parlamentares, servidores públicos, empresários e
lobistas. A PF já apurou desvios de R$ 700 milhões por meio de emendas
parlamentares ou convênios com ministérios em 119 cidades brasileiras, sendo 114
em Minas Gerais.
"Estão
sendo feitos relatórios individualizados por convênios, por municípios. Estamos
analisando as atividades de cada pessoa e fazendo os caminhos dessa verba, desde
a apresentação da emenda até o gasto", disse ontem o procurador Zilmar Drumond,
do Ministério Público em Governador Valadares (MG) - onde se iniciaram as
investigações referentes ao esquema.
Agentes
da PF e técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) estão envolvidos na
apuração dos ilícitos, fotografando obras e fazendo um levantamento
patrimonial nos municípios.
Segundo
Zilmar, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza (foto),
combinou com o Supremo Tribunal Federal (STF) que apresentará no mês que vem o
resultado da investigação envolvendo os que possuem foro privilegiado. No
inquérito, que corre em segredo de Justiça, são citados sete parlamentares.
27/08/2008 às 13:30:00h Mais incompetência e demagogia
(Giulio Sanmartini) O presidente da República, numa de suas inaugurações comício, durante a verborragia, transformou uma secretaria em ministério. Agora, que passou o impacto da informação, o dito fica pelo não dito.
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio (foto), disse nesta segunda-feira (25) após a reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o governo vai revogar a Medida Provisória que transforma a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca em Ministério da Pesca.
A MP foi criticada por parlamentares aliados e opositores, pois a mudança não é urgente e nem relevante para ser enviada ao Congresso por MP.
“Vamos revogar. Tudo que cria atrito tem que ser retirado da frente. A relação Executivo-Legislativo, quanto mais afinada, melhor a harmonia”, disse Múcio.
Nesta terça-feira (26), o ministro vai se reunir com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para resolver como será feita a revogação, já que a MP trata de outros temas, além da criação da nova pasta.
“Essa questão das MPs temos que encontrar uma forma diferente de trabalhar, porque da forma como está contraria o Legislativo”, afirmou Múcio.
(Giulio Sanmartini) Se
o país funcionasse com seriedade o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo
Tribunal Federal – STF, deveria perder seu cargo. Não há uma atenuante para o
que fez, se sair da incompetência, cairá no dolo.
A
procuradora-regional da República Janice Ascari (foto), chama a atenção para um
fato registrado no parecer em que o subprocurador-geral da República Wagner
Gonçalves, que pede a volta de Daniel Dantas à prisão: a decisão de soltar o
banqueiro foi tomada com base em pedido que não juntava o despacho completo do
juiz federal Fausto Martin De Sanctis.
"Tive
a oportunidade de ler a íntegra da arrasadora e bem fundamentada manifestação do
Ministério Público Federal, pelo subprocurador-geral Wagner Gonçalves. Além de
atropelar as demais instâncias, de decidir 'per saltum' etc., é estarrecedor
saber que Sua Excelência o presidente do STF liberou o preso sem levar em conta
o fato de que faltavam as quatro últimas páginas da decisão que estava sendo
reformada --justamente as páginas finais da decisão que mandava Daniel Dantas à
cadeia", disse Ascari.
O
parecer de Gonçalves ao STF afirma que "vale ressaltar aqui um fato curioso: os
advogados dos impetrantes, no afã de obterem, rapidamente, a cassação da
preventiva, ao fazerem o pedido (petição de fls. 819/830), juntaram o despacho
do juiz, que decretou a preventiva, de forma incompleta (fls. 834/848), ou seja,
faltando as quatro (4) últimas folhas".
Comentários (6) por: Marreta Marreta O Magu Romualdo Carvalho da Silva Chacon Yamacaru
27/08/2008 às 11:20:00h O Brasil, que o Brasil não conhece
Por
Chico Bruno
Depois
de muita conversa, finalmente vamos ter o desfecho da demarcação da área da
Raposa Serra do Sol, em Roraima.
O
julgamento do processo interposto ao Supremo Tribunal Federal pelo senador
Augusto Botelho (PT-RR) questionando a demarcação contínua começa nesta
quarta-feira, 27.
Índios
do Conselho Indígena de Roraima (CIR), favoráveis à demarcação contínua
homologada pelo presidente Lula, e arrozeiros e índios contrários a favor da
demarcação em ilhas já estão em Brasília para acompanhar o
julgamento.
Enquanto
isso, centenas de profissionais da imprensa nacional e internacional estão em
Roraima na área do conflito.
Alguns
jornalistas brasileiros estão surpresos com o que estão descobrindo em Roraima,
como a enviada especial do Portal UOL, Carolina Juliano.
”Aquele
pedaço de Brasil não parece Brasil para quem vem do Sudeste e se hoje desperta
interesse na mídia é porque virou uma questão nacional, que envolve decisão do
Executivo e contestação do Judiciário”, escreve Carolina, para em seguida
confessar:
“Esse
pedaço de Brasil que aos olhos do Sudeste não parece Brasil é, pensando melhor,
um pedaço que melhor retrata o que o Brasil é de fato, ou deveria ser. As cinco
etnias de índios que habitam a reserva Raposa/Serra do Sol não estão só
confinados na porção de 1,7 milhões de hectares homologada por decreto do
presidente Lula. Eles estão espalhados pelo Estado, a cara do povo de Roraima é
curtida de sol, tem olhos puxados e cabelos negros. E, ao contrário do que
ocorre no resto do país, a questão da Raposa/Serra do Sol e a proximidade da
quarta-feira, quando o Supremo Tribunal Federal vai julgar ações que contestam a
homologação das terras da reserva, são assuntos sabidos e discutidos em Roraima
tal como o capítulo da novela das oito (que aqui entra no ar mesmo às 20h, por
causa do fuso horário).”
As
impressões de Carolina não diferem muito dos demais jornalistas brasileiros que
se deslocaram até Roraima.
Tirando
as capitais do Pará e do Amazonas, os demais estados da região Norte são
completamente desconhecidos. Só aparecem na mídia quando acontecem catástrofes.
Nesses estados campeia a corrupção pública e a mídia nacional vira às costas
para o enriquecimento ilícito.
O
conflito da Raposa Serra do Sol está expondo ao país o Brasil, que o Brasil não
conhece.
O
ministro Carlos Ayres Britto, relator do processo, imagina que o julgamento deve
durar dois dias. Qualquer que seja o resultado, o conflito irá continuar, pois,
ninguém sabe qual será a reação dos perdedores.
Portanto,
Roraima vai continuar na mídia por um bom tempo.
(Giulio Sanmartini) Em
26/11/2006 os envolvidos na apuração do dossiegate tinham firmado a convicção de
que Berzoini ordenara a petistas que comprassem do chefe da máfia das
ambulâncias, o empresário Luiz Antonio Vedoin, supostas informações que
envolveriam os tucanos e ex-ministros da Saúde José Serra e Barjas Negri no
escândalo dos sanguessugas. Essa convicção era baseada numa série de evidências
da investigação. Todas negadas por Berzoini.
As
trapalhadas de Berzoini começaram com o próprio governo Lula, quando ministro da
Previdência. Agora sem ter o mínimo crédito moral se avoca, como presidente do
PT o direito de defender seu secretário de Assuntos Institucionais Romênio
Pereira (foto) de acusações que foi flagrado em conversas e encontros suspeitos
com lobista preso na Operação João de Barro.
Berzoini
disse que o partido não vai investigar, "pelo menos por enquanto", as acusações
Pereira, que pediu afastamento na última sexta-feira.
Para
Berzoini, "o partido não tem condição de fazer nenhuma investigação interna, já
que não há nenhuma conclusão. Não existe nenhum tipo de decisão, as
investigações prosseguem. Se algo for concluído contra ele, aí trataremos do
assunto com a máxima responsabilidade", disse Berzoini.
(Adriana
Vandoni) Com
um forte esquema de segurança, o STF começou às
9h25,
o julgamento que definirá o futuro da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em
Roraima. Eles decidirão a extensão e o formato da reserva indígena. Lula e o
governo querem que a demarcação permaneça contínua. O que é um absurdo e só
satisfaz a interesses escusos de ong’s que se habituaram a fabricar e explorar
índios, pobres e miseráveis. Insuflam conflitos e armam emboscadas jogam índios
contra os arrozeiros.
A
reserva, do jeito que está, ocupa 1.7 milhão de hectares para uma população
indígena de pouco mais de 18 mil índios, isto representa 1,1 índio por
Km2. Os produtores de arroz ocupam 2% da reserva. Mesmo assim, o
coordenador do CIR(*), Júlio Macuxi, afirma que é preciso expulsar os
arrozeiros de lá, pois os índios estão “sufocados” nos 98%
restantes.
Segundo
a Polícia Federal, a Reserva costuma ser usada por narcotraficantes venezuelanos
e colombianos e muitos índios são usados para a entrada de drogas no Brasil. Ou
seja, a questão lá não é meramente de direito por terra.
(*)
CIMI - Conselho Indigenista Missionário, vinculada à CNBB, adquiriu o monopólio
dos índios do Brasil.
(Giulio Sanmartini) Primeiro
foi o reitor da UnB, Timothy Mulholland, renunciou ao cargo (13/4) por ter sido
denunciado à Justiça por desvio de uso de R$ 470 mil do Fundo de Apoio
Institucional da UnB, que foram empregados na decoração do apartamento funcional
do reitor. Agora, foi a vez de Ulysses Fagundes Neto (foto), reitor da Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo), que renunciou por uso indevido de recursos
do Estado, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva
e fez viagens não autorizadas.
Os
fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos. “Infelizmente
o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em
viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e
defesa", escreveu o reitor na carta-renúncia que encaminhou na tarde de
terça-feira aos docentes da Unifesp.
Mesmo
antes de assumir a reitoria, em 2003, o nome Fagundes Neto já figurava em
denúncias de irregularidades quanto ao uso de verbas universitárias. Ele admitiu
ter usado o cartão de crédito corporativo do governo federal para pagar artigos
de uso pessoal, e disse que errou "por falta de informação". Ele diz ter
devolvido R$ 85 mil.
27/08/2008 às 09:00:00h Os Maias contra a súmula vinculante
(Giulio Sanmartini) Toda
a forma que o prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, encontrou para driblar a
determinação do STF contra a contratação de parentes para cargos da
administração pública é indigna e vergonhosa.
O
alcaide exonerou na última sexta-feira – dia seguinte à decisão do STF – a irmã
Ana Maria Maia da subsecretaria Especial de Eventos e criou a Secretaria
Especial de Eventos para nomeá-la como secretária.
O
cargo político, como aquele exercido por secretários de Estado e ministros, é a
única exceção admitida na súmula vinculante do Supremo. Portanto, na opinião de
especialistas, essa foi uma artimanha do prefeito para fugir de uma futura
punição. Cesar Maia confirma que a manobra política foi planejada para se
adequar à ordem do Supremo. Ana Maria foi procurada pela reportagem do JB, mas
não retornou às solicitações.
“Para
tirar a irmã da condição de nepotismo, o prefeito rapidamente criou a secretaria
e a presenteou com o cargo de secretária porque este é considerado uma ocupação
política, aceita, portanto, pelo STF”, analisa o advogado Oscar Argollo,
ex-membro do Conselho Nacional de Justiça.
Além
da irmã, o prefeito mantém: a cunhada Carmem Adela Ibarra Pizzaro como
presidente da Fundação Planetário; a sobrinha Anita Carolina Levy Ibarra como
presidente da RioZoo; o sobrinho Sebastian Ibarra como assessor do secretário de
Ação Social, Marcelo Garcia; o sobrinho Carlos André Xavier Bonel Junior como
subsecretário de assuntos administrativos; e a mulher Mariangeles Maia como
presidente da Obra Social. Para todos há uma explicação.
27/08/2008 às 08:30:00h Uma grande panacéia ou a geléia geral?
(Giulio Sanmartini) Para
fazer um bolo cooperativo, um leva a farinha, outro os ovos, a manteiga e o
açúcar, no pré-sal, todos querem a fatia do bolo, mas só a Petrobrás é que levou
os ingredientes e os mais custosos. Para seus inventores, o pré-sal trata-se de
um balaio de sinecuras e todo mundo quer sua fatia do bolo que ninguém sabe se e
quando ficará pronto.
Também
o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu o aumento de recursos destinados às
Forças Armadas, em relação ao Produto Interno Bruto e também do pré-sal. Segundo
ele, hoje são destinados 1,5% do PIB e esse porcentual deve passar para 2,5% até
o final do governo Lula. O ministro, que participou ontem da cerimônia do Dia do
Soldado, no Quartel General do Exército, disse que o assunto está sendo
discutido dentro da nova política de defesa nacional que será anunciada no dia 7
de setembro.
Jobim
falou ainda que já há uma "decisão política" do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva de liberar os R$ 3 bilhões da Marinha referentes aos royalties que estão
contingenciados. Ele entende que com a descoberta de novas reservas de petróleo
as empresas contribuam mais para o reaparelhamento das Forças, uma vez que elas
estarão dando proteção aos seus equipamentos.
"Têm
de vir mais recursos para as Forças Armadas", disse o ministro ao comentar a
participação das empresas beneficiárias no aumento deste bolo. "Elas estarão
prestando serviço (às empresas) e têm de ser recompensadas", declarou. Ele
explicou, em seguida, que "não é uma questão de ser mercenário, nem toma lá dá
cá. É que elas têm de participar dos investimentos".
Jobim
defendeu ainda o redimensionamento do serviço militar obrigatório, criando
forças de reserva, com os excedentes, que prestariam serviço social civil. O
ministro quer, também, mudar a característica das pessoas que ingressam nas
fileiras das Forças Armadas, seja nas escolas, seja no serviço militar
obrigatório, com maior representatividade de todas as classes
sociais.
(Giulio Sanmartini) A
terra invadida sob inspiração do MST, no estado de Mato Grosso do Sul, ao invés
de um latifúndio tem o tamanho de um fundo de quintal, portanto não pode se
tratar de um problema do MST, certamente o movimento está se valendo dos índios,
para seus escusos propósitos.
Índios
da etnia terenas juntaram forças com os índios paraguaios e bolivianos, e
invadiram ontem a fazenda do ex-governador de Mato Grosso do Sul Pedro
Pedrossiam em Miranda, no Pantanal. "Foi
muito mais que um ato de vandalismo", afirmou o ex-governador acrescentando
que os invasores armaram barracas em 35 hectares da propriedade rural, dizendo
ser "terras indígenas".
O
presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do sul, Ademar
Silva Júnior, disse que a entidade vem alertando há tempos sobre os confrontos
em potencial. "Só que chegará num ponto
em que não teremos mais o controle, porque a classe produtora rural está
disposta a reagir com veemência".
Entre
sábado e domingo sem-terras vindos de diversos municípios, armaram 150 barracas
de lona plástica há 40 quilômetros do centro de Campo Grande. São mais de 500
sem-terras no local.
27/08/2008 às 06:55:00h Governinho sem vergonha e conivente
(Giulio Sanmartini) Ciro
Gomes, burlando a lei eleitoral, fala num bolg com seu filho conhecido por
Cirinho. O
deputado lembra ao filho que a mãe dele, Patrícia Saboya, candidata a prefeituta
de Fortaleza, sempre esteve com ele ao lado do presidente Lula nas horas mais
difíceis "para proteger aquilo que era
necessário defender, que era a moral do presidente Lula, e por isso ele tem um
grande respeito por nós." (leia
“E a ética, onde é que fica?”).
Ciro
Gomes ensina ao filho que Lula é uma pessoa de moral inatacável. Ora, ele está
faltando com a verdade, haja vista o apoio que ele dá à volta de Antonio Palocci
ao governo, um ex-ministro que tem a ficha imunda.
Sobre
o assunto Antônio
Palocci, escreve Cláudio Humberto, explicando que ele retornará
à Esplanada após (e se) livrar-se do processo no Supremo Tribunal Federal pela
violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, mas ele não
voltará a chefiar o Ministério da Fazenda. A idéia do presidente Lula, segundo
fonte do Palácio do Planalto, é nomeá-lo para um ministério importante da “área
fim”. Lula já mencionou inclusive a hipótese de oferecer-lhe o Ministério da
Saúde.
O
presidente Lula deseja de alguma maneira “compensar” o amigo e ex-ministro
Antônio Palocci, possibilitando sua “recuperação” política
Outra
possibilidade considerada para o deputado Antônio Palocci (PT-SP) é sua nomeação
para o cargo de ministro da Previdência.
É
muito “moral” a conivência de Lula com Palocci, não é mesmo?
O Presidente do Centro Acadêmico de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Wladimir Colman, convida os leitores do prosa e política que estiverem em Cuiabá, a participarem da Palestra “Desenvolvimento Regional: Zona de processamento de Exportação”, que será ministrada por Adilson Reis Presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres- AZPEC.
Acabo
de ler o artigo de Cláudio de Moura Castro “Agronegócio sem Educação?”
(aqui – para
assinantes)
da Veja Nº 2075 em que o mesmo analisa as regiões do Brasil em que o agronegócio
tem vingado. Em síntese o autor diz que: “Podemos discutir se as escolas são o
fruto da prosperidade ou se ajudam a trazê-la. Mas sabermos que o agronegócio só
vinga onde há gente bem educada.”
O
autor cita inclusive uma visita que fez a Ijuí-RS nos anos 70, em que veio a perceber que
naquela região, produtora de soja e trigo, enquanto ele estava preocupado com o
aperfeiçoamento das escolas, supondo-as precárias, por estarem em lugarejos
distantes cercados de lavouras, os líderes da cooperativa agrícola onde estava
ocorrendo a reunião já se preocupavam com ensinar aos alunos como decifrar as
bolsas de mercadorias, cujas cotações recebiam online na cooperativa. Portanto
já presumiam que os filhos de seus associados já recebessem uma educação
básica adequada.
As
observações do autor eram corretas. À época, em Porto Alegre, nas principais
universidades do RS nossos colegas que vinham do campo já tratavam em nossas
discussões de mesa do bar, os negócios dos pais como empresas. Já se preocupavam
com a informática, com racionalização da produção, com a melhoria de processos.
Isto 15 anos antes da disseminação dos PCs.
Lembro-me
ainda de um vizinho em Caxias do Sul. Criara-se na colônia (propriedade de uns
20
hectares)dos
pais, e fizera sua vida na cidade com duas pequenas indústrias. Lia todos os
suplementos rurais de jornais. Falava de Norman Borlaug e outros. Um dia vendeu
suas indústrias e voltou ao campo para aplicar na prática seus vinte anos de
leituras. Necessário consultava a Embrapa ou a Faculdade de Agronomia da
UFRGS.Construiu um novo patrimônio
e um de seus filhos acabou levando estes princípios ao Mato Grosso e Goiás ainda
na década de 70. Eram os autodidatas aproveitando o acesso às idéias e usando
integralmente a educação algo precária que haviam recebido nas décadas de 30 e
de 60.
Cito
este artigo e recomendo sua leitura. para cada vez mais demonizar o discurso de
um presidente, que nunca leu nada, não lê nada e não pretende ler nada e o diz
em alto e bom som, enquanto cria universidades do nada e para o nada.
26/08/2008 às 17:30:00h E a ética, onde é que fica?
(Giulio Sanmartini) Ciro
Gomes (PSB-CE), um dos potenciais candidatos às eleições presidenciais de 2010,
usou nesta segunda-feira o blog de seu filho para protestar contra a retirada de
sua imagem e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da campanha de sua
ex-mulher Patrícia Saboya (PDT - foto)
Com
3 minutos e 43 segundos, o vídeo simula uma conversa entre o deputado e o filho
Cirinho, como é conhecido, em que ele pergunta ao pai como é essa história dele
não poder mais aparecer no programa da mãe Patrícia Saboya. O parlamentar lembra
que Patrícia sempre esteve com ele ao lado do presidente Lula nas horas mais
difíceis "para proteger aquilo que era necessário defender, que era a moral do
presidente Lula, e por isso ele tem um grande respeito por nós."
O
filho pergunta então se ele continuará a apoiar a mãe. Ciro diz que continuará
ao lado de Patrícia por considerá-la a mais preparada e por entender que a
administração de Fortaleza "é uma fuleragem."
Em
referência à prefeita Luizianne, Ciro diz que "o bicho mais parecido com coronel
é uma pessoa que quando tá debaixo é contra a censura, quando tá debaixo é
contra os poderosos, contra a perseguição, e depois, porque é despreparado, se
lambuza com o poder e começa a ser coronel, a ser perseguidor e fazer censura ao
outros."
Dizem agora que o candidato a presidência dos EUA, Barack Obama, se transformou no sonho americano. Mas qual seria o sonho americano? Seria um sonho egoísta ou altruísta? De qualquer forma se há um sonho americano, não pode ser tão ruim. Nesse sentido colocar os americanos como um bloco monolítico não parece ser uma coisa sensata. Então há sonhos e sonhos. Mas qual seria mesmo o sonho americano? Prefiro pensar que existe o real e existe o ideal.
26/08/2008 às 16:10:00h Um estica e encolhe que não termina
(Giulio Sanmartini) Ontem
(25) a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF nova prisão ao banqueiro
Daniel Dantas. Para o subprocurador-geral Wagner Gonçalves (foto), a prisão
preventiva, revogada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, deve ser revista
pois "houve supressão de instâncias e ofensa à jurisprudência do próprio
Supremo". O pedido foi feito à 2ª Turma do Supremo, a qual cabe referendar ou
não a decisão de Mendes, e será analisado pelo ministro Eros Grau.
Gonçalves
opinou, também, que a prisão tem de ser apreciada pelo Tribunal Regional Federal
da 3ª Região, em São Paulo, excluindo, em conseqüência, o STF de apreciar a
prisão preventiva. Se a 2ª Turma atender a esses pedidos, o subprocurador sugere
que seja expedido mandado de prisão em "desfavor de Daniel Valente Dantas ou que
se comunique o não referendo ou a exclusão ao juiz federal da 6ª Vara Criminal
do Estado de São Paulo, para os devidos fins".
O
sub-procurador afirma ainda que o mérito da prisão temporária está prejudicado,
mas o da prisão preventiva, não. Segundo ele, houve elementos novos, como a
apreensão de dinheiro na casa de Hugo Chicaroni, que seriam utilizados a título
de propina para o delegado da Polícia Federal Victo Hugo. O suborno para livrar
Dantas seria de US$ 1 milhão.
(Giulio Sanmartini) Prometo
que este será o último artigo que vou escrever sobre essa Olimpíada, agora só em
2012.
O
desempenho do Brasil no evento foi realmente ordinário, decresceu nos
resultados, na Olimpíada de Atenas conseguiu 5 medalhas de ouro (hipismo, vôlei
masculino, vôlei de praia masculino, vela laser e vela star), mas nessa de
Pequim somente 3. Países pequenos, pobres e sem expressão terminaram à frente do
Brasil: Bielo-rússia, Etiópia, Quênia, Ucrânia.
Não
existe pé frio, nem maus fluidos, a metafísica negativa nada mais é que uma
mistura de incompetência com ufanismo infantil e demagógico.
O
presidente Lula tem dito que trazer a Olimpíada pra cá vai impulsionar a
economia do país...Lamentavelmente, essa visão que o presidente (do COB) Carlos
Arthur Nuzman tem de esporte encontra eco no Palácio do Planalto, como se isso
fosse representar algo para o desenvolvimento do Brasil. A nossa economia se
fortaleceu sem o Pan-Americano. E já vai ter gasto com a Copa do Mundo, que vai
abranger várias capitais. Estamos pensando mais uma vez em um grande evento. O
próprio ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que vamos receber chineses
para eles darem uma aula sobre como preparar olimpíada. Por que não trazem os
chineses para nos mostrar como preparar atletas? Eu vejo isso com preocupação e
tristeza. A coisa está muito invertida, muito imediatista e tratada com cunho
político de ocasião.
Comentários (5) por: Robaram O Brasil de Mim ! Marreta O Magu Ralph J. Ronaldo São Carlos
26/08/2008 às 15:30:00h Efeito pré-sal
(Giulio Sanmartini) A
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte baixa nesta
segunda-feira, repercutindo a tendência negativa em Wall Street, devido ao
reforço dos temores em relação ao setor financeiro. O Ibovespa, principal
indicador do mercado brasileiro, terminou o pregão com queda de 2,46% a 54.477
pontos, puxada pela baixa das ações da Petrobras, que perde valor influenciada
pelas discussões sobre o pré-sal. Chamou atenção o baixo volume de negócios, de
apenas cerca de R$ 2,6 bilhões. Já o dólar se recuperou das perdas do início do
dia e avançou 0,25% a R$ 1,632.
Entre
os ativos de maior peso no Ibovespa, as ações PN da Petrobras puxaram as perdas
do dia e caíram 4,19% a R$ 33,81. “As discussões entre governo e mercado de
capitais são prejudiciais ao desempenho das ações da Petrobras, que são
negociadas a preços inferiores ao da descoberta dos campos”, afirma o gerente de
Análise da corretora Prosper, André Segadilha. “Acreditamos
num risco político, mesmo que reduzido, que pode levar à desapropriação da
camada pré-sal, impedindo a Petrobras de explorar as reservas”,
acrescenta.
Discute-se
o custo ao país de cada medalha olímpica conquistada. E é claro que todos sabemos, que toda a
alimentação de fundos para o que quer que seja lembra uma rede de adução de água
velha e mal mantida. A cada poucos